A Associação de Motoentregadores de Juiz de Fora realiza hoje, às 15h, uma reunião na sede da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), na Delegacia de Polícia Civil, em Santa Terezinha. Além da categoria, participam do encontro a chefe da Ciretran, delegada Cristiane Maciel, representantes do comando do pelotão de trânsito da Polícia Militar, vereadores e autoridades da Settra. O objetivo é discutir a Resolução 350 instituída, em junho de 2010, pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entrou em vigor ontem. A decisão determina a realização de curso especializado obrigatório para condutores que trabalham com motofrete.
Depois de passarem pelas aulas, os motofretistas vão receber o prontuário emitido na carteira de habilitação. Em seguida, deverão fazer as adequações no veículo e realizar a transferência no Detran da categoria de moto de "particular" para "aluguel". Os condutores flagrados a bordo de motos sem a devida identificação estarão cometendo falta gravíssima, ficando sujeitos à perda de pontos na carteira e multa de R$ 191,54.
De acordo com a advogada da associação, Leila Ribeiro, a preocupação é com o impacto das medidas sobre os trabalhadores. Segundo ela, durante o encontro serão questionados diversos pontos. Entre eles, o prazo para a realização do curso e seu custo considerado alto pelos profissionais. Conforme a presidente da associação, Maza Dias, os profissionais teriam que gastar, em média, R$ 622 para se adequarem.
A classe também pretende questionar a ampliação do número de entidades para administração do curso. "A categoria preocupa-se com o aumento da falta de mão de obra, com o encarecimento do serviço e o crescimento do desemprego," destaca Maza. Ela acrescenta que temas como a agressividade nas abordagens policiais estão entre os temas em pauta no encontro de hoje.
