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Epidemia de dengue

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Mesmo com a entrada do outono, os municípios continuam registrando notificações de dengue. Várias cidades da região estão com casos confirmados que ultrapassam os 300 por cem mil habitantes, configurado como epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os municípios mais afetados são Além Paraíba, Chácara, Lima Duarte, Miradouro, Palma, Rio Pomba e Rochedo de Minas (ver quadro). Já as cidades de Guarani e Matias Barbosa se encontram em condição de alerta. Em Juiz de Fora, a situação também é alarmante. Só até abril, foram quase 700 casos confirmados. Com relação às notificações, são 1.893 até agora.

O subsecretário de Vigilância em Saúde de Juiz de Fora, Rodrigo Almeida, afirmou que, após a finalização dos trabalhos de fumacê na cidade, o que ocorrerá em 1º de julho, serão retomados os mutirões de limpeza em pontos estratégicos, nos quais foram registrados maior número de notificações. “A gente sabe que JF tem dengue o ano inteiro, por isso pretendemos seguir com os mutirões até o final do ano. Vamos tentar manter de forma intensa a prevenção e o combate.” Nos mutirões realizados de março a maio deste ano foram recolhidas 400 toneladas de entulhos. “As nossas campanhas educativas foram essenciais para que não tivesse nenhuma morte por dengue na cidade e nenhum caso de chikungunya”, acrescenta Almeida.

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O Estado de Minas Gerais é o segundo no país com maior notificação de casos (120.418), ficando atrás somente de São Paulo (495.766). Destas notificações, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas havia confirmado 49.208 no último boletim, divulgado no dia 5 de junho. Já foram 24 óbitos, sendo um em Viçosa no dia 4 de março. No país, 378 pessoas morreram em decorrência da doença. A SES informou que realiza ações de mobilização nos municípios com altos índices de infestação, por meio de uma força-tarefa, como o que está ocorrendo em Juiz de Fora, com a aplicação do fumacê em cerca de 40 bairros definidos por meio de mapeamento das áreas com maiores focos. “É de fundamental importância a participação da população no controle da dengue. As pesquisas mais recentes apontam que mais de 80% dos focos de Aedes aegypti encontram-se dentro dos domicílios”, diz a nota da SES.

Ainda conforme a assessoria da pasta, nos últimos anos, os maiores índices de transmissão da moléstia têm sido registrados nos meses de março e abril, justamente em função das condições climáticas, temperatura e ocorrência de chuvas. “Mas não há como diminuir a atenção mesmo nos períodos de seca. A vigilância é permanente.”

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