
Placas com os nomes e números das linhas devem ser colocadas futuramente
Embora a ampliação e a estética dos novos abrigos de ônibus da Avenida Rio Branco tenham sido aprovados pela população, as estruturas têm sido alvo de algumas críticas dos usuários. No ponto localizado entre as ruas Marechal Deodoro e Floriano Peixoto, que é o mais extenso da avenida, passageiros reclamam da dificuldade para identificação das plataformas e do tumulto em horários de pico, quando várias pessoas se arriscam na pista para tentar chegar aos coletivos. Neste terminal, com 130 metros e três subdivisões, oito empresas fazem o embarque e o desembarque de passageiros.
Os primeiros 40 metros, no sentido Manoel Honório/Centro, são destinados aos ônibus das empresas Gil, de cor vinho, Tusmil, verde, e Norte, branco. A próxima subdivisão é utilizada como plataforma pelos usuários da Ansal, São Cristovão e São Francisco, nas cores amarelo, cinza e vermelho, respectivamente. Os últimos metros são exclusivos para a Viação Santa Luzia, que usa veículos de cor laranja. O problema é que a sinalização dessa divisão é confusa, sobretudo para quem não é usuário habitual do transporte urbano. Além disso, a identificação das zonas de embarque é feita pelas siglas das empresas e não pelos nomes ou cores das linhas.
"Para a gente que circula com idosos fica difícil saber onde o ônibus vai parar", afirma a acompanhante, Maria das Graças Silva, 55 anos. Mas as dificuldades não são exclusivas da terceira idade. A estudante Ana Clara Gomes Salgado, 14, também aponta problemas. "Na primeira vez que usei esse ponto, não sabia como fazer para embarcar e acabei perdendo meu ônibus, mas agora já acostumei"
De acordo com a assessoria da Settra, as placas com os nomes e números das linhas, além das cores dos veículos estão sendo produzidas e devem ser implantadas nos próximos dias. Sobre a subdivisão do ponto, a pasta garante que foi realizada uma pesquisa, analisando o fluxo e a demanda de cada linha, com o objetivo de dar mais conforto para o usuário.

