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Usuário tem que comprar o próprio gesso

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Pacientes que procuraram o setor de trauma do Hospital de Pronto Socorro (HPS) ontem e precisavam imobilizar alguma parte do corpo se depararam com ausência de gesso na unidade. A vendedora Andreia Barroso contou que foi com a mãe de 76 anos na unidade e precisou comprar gesso para que o médico pudesse imobilizar o braço quebrado da idosa. “Eu cheguei ao meio-dia com a minha mãe aqui. O médico a examinou, tirou raios X. Mas, na hora de engessar, não tinha material. A minha cunhada teve que ir na farmácia comprar. E se a gente não tivesse dinheiro para pagar pelo gesso?” .

A vendedora, que chegou a gastar R$ 21,90 com a compra de ataduras, ainda afirmou que a mãe estava sentindo muita dor, mas não foi medicada na unidade. “Só me passaram a receita com os remédios. Não deram nenhum medicamento para ela, mesmo ela sentindo muita dor.”

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A Secretaria de Saúde informou que o atendimento à idosa foi providenciado e que uma nova remessa de material seria entregue à unidade. Ainda segundo a assessoria do órgão, havia gesso disponível no estoque, mas houve uma falha de comunicação na hora de fazer a solicitação do item.

A falta de insumos e medicamentos tem sido uma constante nas unidades de saúde. A instauração de uma CPI chegou até a ser proposta na Câmara Municipal para que essas questões fossem investigadas. Uma nova empresa de distribuição deve ser contratada ainda neste ano pela Prefeitura.

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