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Faltam docentes em escolas e creches

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Alunos de algumas creches e escolas de Juiz de Fora têm enfrentado constantes suspensões de aulas devido à falta de professores e de recursos. Na Escola Municipal Carolina de Assis, no Bairro Floresta, região Sudeste, os alunos do segundo período do ensino infantil estão sem professor. Conforme Luciana Raposo, mãe de um dos alunos, há mais de três semanas a professora saiu de licença e nenhum outro profissional foi colocado para substituição. “No começo, eles estavam colocando a professora da biblioteca para dar aula ou juntando com outra turma. Estavam se virando como podiam. Agora, desde o dia 5, meu filho não tem aula. Só está tendo educação física. Na segunda-feira, ele entrou às 7h e saiu às 8h. Agora, só terá aula novamente na sexta-feira. Essa professora já havia avisado que iria sair de licença. Eles já deviam ter programado alguém para colocar no lugar.”

A Secretaria de Educação (SE) explicou, por meio de nota, que a docente em questão entrou de licença médica em 17 de março. “A contratação de professor substituto já foi solicitada e será realizada quarta-feira (hoje). A SE lembra que a contratação dos professores deve seguir os trâmites e seus prazos legais e garante, ainda, que todas as aulas serão repostas e que não haverá prejuízos para os alunos da instituição.”

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No final do mês passado, a Escola Municipal Santa Catarina Labouré, localizada na Rua São Mateus, no bairro homônimo, emitiu um comunicado aos pais e responsáveis informando que, a partir de 1º de abril, os alunos do primeiro período do turno da manhã não teriam aulas na segunda, quinta e sexta-feira por falta de contratação de professores, como mostrado pela Tribuna. Na semana seguinte, a Secretaria de Educação contratou um profissional para o cargo e garantiu que as aulas seriam repostas e não haveria prejuízos para os estudantes.

Conforme a coordenadora-geral do Sindicato dos Professores (Sinpro), Aparecida de Oliveira Pinto, as denúncias de falta de professores têm sido recorrente. “Temos uma escola em que, até hoje, os alunos ainda não tiveram aula de história porque está sem professor. As escolas também estão com falta de apoio de professores bidocentes. Há morosidade para o preenchimento do quadro profissional. A secretaria alega demora do setor de recursos humanos (RH), e o RH fala que aguarda lista da secretaria. São muitas as escolas que estão enfrentando esse tipo de situação.” A coordenadora-geral não divulgou o nome da unidade que passa pela situação de falta de docente de história.

Creches

Quem foi à Creche Derlando Ferreira Fernandes, no Bairro Nossa Senhora das Graças, na região Nordeste, no início deste mês, se deparou com o aviso: “Srs. pais e associados, nesta segunda 04/04, devido à falta de recursos (pagamento e vale transporte), não iremos funcionar. Retornaremos na terça.” A situação preocupa pais de alunos. “Agora eu pergunto o que vai ser dessas crianças e professoras se a creche fechar? O que vai ser de nós mães e pais que precisam trabalhar e deixar seus filhos na creche?”, desabafou uma mãe no Facebook. Outra mãe afirmou que a Creche Adalberto Teixeira, Bairro Santo Antônio, região Sudeste, passa por situação semelhante.

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A Secretaria de Educação informou que, nas creches citadas, não chegou a haver suspensão de atendimento. “O pagamento dos funcionários foi depositado pela Prefeitura no dia 1º de abril, e o atendimento segue normalmente.”

A coordenadora-geral do Sinpro contou que visitou uma escola recentemente que tem espaço físico e alunos, mas não consegue a liberação da Prefeitura para abrir novas turmas. “Eu visitei uma escola infantil na semana passada que possui duas salas disponíveis e duas listas de alunos aguardando vaga. Esses meninos estão em casa e não estão desfrutando do direito de ir à escola porque as turmas ainda não foram liberadas.” Ela não revelou o nome da instituição em questão.

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