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Ruas alagadas e lixo espalhado pela cidade

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Livraria em frente à Praça do Largo do Riachuelo ficou inundada
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Livraria em frente à Praça do Largo do Riachuelo ficou inundada

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O temporal que atingiu a cidade entre o final da noite de segunda-feira e a madrugada desta terça provocou estragos, deixou ruas alagadas e o lixo espalhado pelas vias. As rajadas de vento atingiram a velocidade de 70 km/h. O volume de chuvas foi de 50 milímetros em apenas três horas, o que representou 25% do total aguardado para o mês, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No Bairro São Pedro, Cidade Alta, um muro pertencente à garagem da empresa de ônibus Tusmil caiu sobre um carro e uma moto que estavam estacionados. Na Avenida Pedro Henrique Krambeck, buracos se abriram no asfalto e continuaram tomados pela água na tarde de terça. Na Avenida Presidente Costa e Silva, o cenário era de poeira em decorrência da lama que já havia secado. Uma moradora da via passou o dia contabilizando prejuízos. A residência da auxiliar de serviços gerais Selma Aparecida Brandel, 44 anos, foi invadida pela lama e pela água, que chegou à sua cintura. "Perdi todos os meus móveis, alimentos e roupas. Com as bocas de lobo entupidas, não teve por onde a água escoar."

No Centro, além de vias inundadas, sacos de lixo se espalharam por causa da forte enxurrada em pontos onde a coleta noturna ainda não havia sido feita. No cruzamento das avenidas Rio Branco e Andradas, sacolas foram arrastadas para o meio da via e ficaram presas na grade metálica que separa as faixas da via. Estabelecimentos localizados em frente ao Largo do Riachuelo foram tomados pela água, que destruiu produtos e carregou lixo para o interior das lojas. Em uma livraria, a lama consumiu Bíblias, cadernos, livros e jogos. Para fazer a limpeza e avaliar as perdas, os proprietários mantiveram as portas fechadas na manhã de terça. Na Avenida Getúlio Vargas esquina da Rua Floriano Peixoto, as placas que cercavam a área do antigo Castelo da Borracha foram derrubadas pela força dos ventos.

A tempestade também causou transtornos para moradores da Rua Vitório Saggioro, no Bairro Centenário, região Nordeste. O deslizamento de terra tomou o escadão de acesso à Avenida Rio Branco, próximo à Garganta do Dilermando.

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Conforme a assessoria de comunicação da Defesa Civil, das 18h30 de segunda-feira até às 17h desta terça, foram registradas 31 ocorrências: quatro na região Leste, seis na Oeste, 14 na Zona Sul, duas na Zona Norte, duas na Sudeste e três no Centro. Quanto à limpeza das vias atingidas, o Demlurb já destinou mais de 80 servidores para o trabalho. O órgão informou, por meio da assessoria, que a chuva também causou atrasos na coleta noturna e em outros serviços, como varrição, capina e recolhimento do lixo da dengue. A expectativa é de que todos sejam normalizados até esta quarta.

O meteorologista do Inmet, Cleber Souza, explica que os temporais são comuns no verão, sendo ocasionados pelo calor e pela umidade alta, que formam nuvens carregadas. Nos últimos dois dias, a temperatura em Juiz de Fora superou a média histórica de 25,7 graus. Na segunda-feira, os termômetros marcaram 29 graus e nesta terça chegaram 30,1 graus. Para os próximos dias, a previsão é de mais precipitações em função da aproximação de uma frente fria na região.

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