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Vizinhança de praça teme erosão

com as ultimas chuvas erosao chegou proximo a muro de predio na divisa com a praca padre leo leonardo costa10 11 15

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Com as últimas chuvas, erosão chegou próximo a muro de prédio na divisa com a Praça Padre (Léo Leonardo Costa/10-11-15)
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Com as últimas chuvas, erosão chegou próximo a muro de prédio na divisa com a Praça Padre (Léo Leonardo Costa/10-11-15)

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Moradores da região do Bairro Manoel Honório, na Zona Leste, estão preocupados com riscos estruturais em um terreno da Prefeitura, onde seria a Praça Padre Léo, em frente à Rua Eugênio Fontainha. O solo do local, que fica acima do córrego Matirumbide, começou a ceder na semana passada, após as constantes pancadas de chuvas que atingiram o município. O temor maior é dos vizinhos, pois o processo erosivo já pode ser observado próximo aos muros que dividem os lotes. De acordo com a Secretaria de Obras, não há riscos de desabamentos, e os trabalhos de recuperação já estão sendo feitos.

A professora Pamela de Souza, 36 anos, mora em um dos prédios que faz divisa com o terreno da praça. Segundo ela, durante a chuva de sábado, a quantidade de terra que era levada pelo córrego impressionava. “Eu mesma deixei a mala pronta, para o caso de ter que sair. Uma vizinha disse que não ficaria no prédio e foi para a casa da filha, na Zona Norte. Só retornou para pegar alguns pertences. Só fiquei mais tranquila quando a Defesa Civil esteve no local, ainda naquela noite. Mesmo assim, estamos com medo de a chuva voltar com força antes de as obras estarem concluídas.”

Conforme o chefe do Departamento de Operação Urbana e Manutenção de Obras da Secretaria de Obras, Domingos Gouvêa, o problema no terreno é causado pelo desgaste de tubo metálico que recebe água do córrego. “Com o passar dos anos, o esgoto foi provocando uma forte corrosão, comprometendo a tubulação. Quando começaram a fazer a praça (em 2011), ninguém sabia deste problema, que se agravou a ponto de ter que desfazer o que havia sido construído”, explicou.

Segundo ele, operários da pasta começaram a trabalhar, desde então, na retirada da galeria canalizada, sendo que a parte agora afetada estava prevista em uma segunda etapa de intervenções. “Tivemos que acelerar o processo de retirada após as fortes chuvas dos últimos dias. O próximo passo é construir um muro de contenção para evitar novos desmoronamentos”, informou, acrescentando que, ao lado das edificações, a obra deve ser concluída em cerca de 30 dias, se houver condições de tempo favoráveis.

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Gouvêa também explicou que as edificações não estão comprometidas. “Dizer que não há risco é difícil, pois sempre existe quando há intervenção daquele porte. Mas a maioria das edificações existia antes de o córrego ser canalizado, ou seja, foram construídas apropriadamente. O muro de divisa, pela proximidade, pode sofrer algum abalo que, no momento, não está caracterizado. Se houver algum fato novo, iremos comunicar aos moradores.”

Problemas se arrastam

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A Praça Padre Léo foi construída pela Prefeitura em 2011, ao custo de R$ 122 mil. No entanto, antes mesmo da inauguração, a estrutura erguida começou a apresentar falhas, com trincas e rachaduras em diversos equipamentos, como a quadra poliesportiva e a pista de skate. Na época, foi informado que a instabilidade no solo foi causada pelo rompimento de uma galeria do córrego, e a recuperação oneraria os cofres públicos em R$ 500 mil, valor que, na época, o Executivo afirmava não ser possível investir.

Para o taxista João Inácio, 52, que mora em frente ao local há oito anos, a comunidade conviveu por muito tempo com as consequências do terreno abandonado. “Havia muitos usuários de drogas que acessavam o local. Felizmente a praça não foi inaugurada, porque seria um ponto de venda de entorpecentes. Desde que cercaram o terreno, há cerca de um ano, o uso de drogas acabou. Mas agora, com o rompimento da tubulação, o córrego está exposto. Com isso, convivemos com mau cheiro e proliferação de insetos em nossos imóveis.”

De acordo com Gouvêa, será feito no local uma calha de concreto para a passagem do córrego. Não há previsões, mas, no futuro, ela poderá ser fechada com uma laje ou estrutura similar. “No momento, a preocupação é com a estabilidade do local.”

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