Moradores da Zona Norte da cidade realizaram, na manhã deste sábado, um ato público em favor da saúde da região. Após uma caminhada pelas ruas do bairro, eles abraçaram simbolicamente a Policlínica de Benfica. A intenção do movimento "Viva a Policlínica" é alertar a população e as autoridades para a possibilidade de desativação do atendimento de urgência e emergência com a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte, prevista para o próximo ano. Líderes comunitários, donas de casa, funcionários da unidade, cobram a permanência da unidade nos mesmo moldes atuais.
"Não queremos que a policlínica seja transformada em unidade de atendimento primário. Hoje são mais de 128 mil habitantes na região e mais estão chegando com as construções dos prédios da Minha Casa, Minha Vida. Somente a UPA não dará conta da urgência e emergência", comentou a funcionária pública da saúde aposentada, Graci Lourenço de Souza.
Presidente da Associação de Moradores do Benfica, Regina Pereira, é enfática: "Este é um espaço para a saúde, e queremos que ele continue sendo administrado pela Prefeitura e não seja terceirizado. A saúde só será boa quando houver honestidade em lidar com o bem público."
Cosme Nogueira, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), explicou que a ação tem o objetivo de impedir a descaracterização da unidade. "São 25 anos de serviços prestados de urgência e emergência. Os moradores não podem perder isso. Somente a UPA não dará conta. Além disso, estamos preocupados com o destino dos funcionários e não queremos que a unidade seja terceirizada." No ano passado, o Sinserpu e o Sindicato dos Médicos ajuizaram ação civil pública contra a terceirização dos serviços nas UPAs de Juiz de Fora.
Na sexta-feira a Secretaria de Saúde garantiu à Tribuna que, exceto a urgência e emergência – a ser transferida para a nova UPA, os serviços oferecidos na policlínica serão mantidos e até ampliados.
