Moradores do Marilândia, na Cidade Alta, estão indignados com o serviço público de transporte. A falta de ônibus para o bairro, a dificuldade de locomoção de cadeirantes e a dificuldade de diálogo com a Settra estão entre as principais reclamações. Representantes do bairro se reuniram com técnicos da secretaria, nesta semana, para discutir os problemas. Segundo a assessoria da pasta, não há previsão de aumento no número de coletivos para o Marilândia. "A Prefeitura não consegue compreender nossas necessidades, estamos à mercê da sorte", reclama o secretário da Sociedade Pró-Melhoramento local, Renato Barbosa.
Segundo ele, os ônibus para o bairro passam nos pontos a cada uma hora e dez minutos. "Houve uma explosão imobiliária na região, com a chegada de condomínios e casas do programa "Minha casa, minha vida". Contudo, mesmo com o aumento do número de usuários, não recebemos novos ônibus."
Outro problema apontado pela comunidade é a dificuldade dos deficientes físicos para usar os coletivos. "O ônibus só pode levar um passageiro cadeirante por vez, mas eles estão transportando até três, o que é um risco de acidente para os usuários."
Propostas
A Settra informou que, durante a reunião, foi feita a proposta de implantação de mão única na Rua Nestor Vasconcelos Neto, para melhor atendimento das linhas 520 e 531 ao Residencial Paraíso. Outra sugestão foi a colocação de quatro pontos de ônibus no bairro. Ambas as propostas precisam da aprovação dos representantes do bairro.
