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Movimento intenso na UFJF no 1º dia de aula

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Ponto de ônibus lotados no campus pela manhã
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Ponto de ônibus lotados no campus pela manhã

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Atualziada às 20h18

Os juiz-foranos mais atentos logo perceberam: a cidade está mais movimentada. Com a suspensão da greve, os quase 15 mil alunos da UFJF retomaram as atividades nesta quarta-feira (12), voltando não somente a frequentar as aulas, mas também a utilizar outros serviços que estavam suspensos, como o Restaurante Universitário (RU). Para a maioria dos universitários, o retorno à rotina acadêmica foi motivo de comemoração. "Para mim, foi ótimo. Sou de Além Paraíba e fiquei em Juiz de Fora devido a um estágio vinculado à universidade, que não parou. É um alívio ver a UFJF voltando a funcionar com toda sua estrutura, com aulas, RU e bibliotecas", diz a estudante de farmácia Ana Clara Sabino, 21 anos.

Nas unidades acadêmicas, estacionamentos, corredores e salas de aula ficaram visivelmente mais movimentados.  No RU, tanto na sede do Centro quanto na do campus, as filas habituais voltaram a se formar. "O RU faz muita diferença no bolso de quem fica fora de casa o dia todo. Fiquei em Juiz de Fora durante a greve para trabalhar e, certamente, gastei uma nota com alimentação", diz o futuro engenheiro civil Fernando de Oliveira, 22.

No Instituto de Ciências Biológicas (ICB), onde são ministradas disciplinas dos cursos de educação física, enfermagem, fisioterapia, medicina, odontologia, entre outras, a volta do período letivo teve presença em massa dos discentes. "Os professores começaram as aulas com 80% a 90% de frequência dos alunos. Estamos baseados no horário anterior à greve e manteremos a agenda para finalizar os conteúdos", afirma a diretora do ICB, Ana Paula Ferreira. Amanhã, após reunião do Conselho de Graduação (Congrad), será publicado o cronograma de reposição, mas, segundo previsão divulgada ontem, o ano letivo de 2012 só deve terminar em meados de março.

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Segundo a UFJF, há autonomia das unidades para adaptação ao calendário. Na Faculdade de Comunicação (Facom), a grade praticada antes da greve foi mantida, com exceção das disciplinas em que os professores não aderiram ao movimento. "Na Facom, foram poucos docentes que deram continuidade às aulas e cumpriram as exigências das matérias. Os alunos dessas disciplinas estão dispensados", explica a diretora Marise Mendes.

Trânsito

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Apesar do grande aumento no movimento nos pontos de ônibus que vão à UFJF e elevação do fluxo de acesso à instituição, a Settra não registrou ocorrências de destaque no retorno às aulas. A pasta destacou, entretanto, que, devido a uma obra de asfaltamento na região, o tráfego entre a Rua Engenheiro José Carlos de Morais Sarmento e a Estrada Engenheiro Gentil Forn  operou no sistema "pare e siga", o que causou certa retenção no local, sobretudo nos horários de pico, de entrada e saída do turno letivo. Ainda conforme a Settra, todas as linhas de coletivos que atendem à universidade voltaram a funcionar com cronograma normal ontem.

 

Federais ajustam calendário letivo

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que já havia retomado as aulas em quase todas as unidades, divulgou ontem o calendário de reposição dos dias parados devido à greve. Após reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da instituição, ficou decidido que cada instituto acadêmico terá autonomia para fazer as adaptações necessárias, desde que respeitem o cronograma delineado pelo grupo. Pela determinação, o primeiro semestre de 2012 deve terminar na data limite de 5 de outubro, e o segundo semestre deste ano deve ser iniciado, no máximo, até o dia 8 do mesmo mês, com fim até o dia 16 de fevereiro de 2013. No dia 4 de março de 2013, começa o novo ano letivo.

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Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), os docentes decidiram pelo final da paralisação, com indicativo de retorno às atividades no dia 17. No mesmo dia, os estudantes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) também voltam à rotina normal, e o cronograma para pagar os dias parados deve ser definido até amanhã, em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). Já na Universidade Federal Fluminense (UFF), houve sinalização dos grevistas para um retorno também no dia 17 , o que ainda será confirmado em assembleia até o final desta semana. De acordo com a instituição, os ajustes do calendário serão definidos de acordo com as especificidades de cada unidade acadêmica.

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