A maior temperatura do inverno foi registrada ontem em Juiz de Fora. De acordo com a Estação Convencional do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), instalado no Campus da UFJF, a máxima foi de 31,4 graus. O índice é próximo dos 32,2 graus, a maior temperatura do ano, observada dia 8 de fevereiro, ainda no verão. Conforme o meteorologista Jorge Moreira, do 5º Distrito do Inmet, a onda de calor é considerada normal na estação, que é caracterizada pela ausência de chuvas e baixa umidade do ar, que ontem atingiu os 34% no período da tarde. Com isso, é constate a formação de massas de ar seco e quente, como a que atua em grande parte do país atualmente.
Essa baixa umidade, associada às queimadas, deixa o ar sujo. Por isso, ao observarmos o horizonte, notamos uma imagem desfocada e escura. Isso é a névoa seca. Sem gotículas de água suficientes no ar, esta sujeira fica suspensa no ambiente, diz Moreira. Ele explica, ainda, que esta situação deve começar a melhorar a partir de hoje, quando haverá aumento da umidade e presença de nuvens. Isso será possível devido a uma frente fria que se desloca pelo oceano Atlântico do Sul para o Sudeste do Brasil.
Embora a possibilidade seja remota, a partir de hoje poderá chover em áreas isoladas de Juiz de Fora e toda a Zona da Mata. Segundo o instituto meteorológico da Cemig, o MG Tempo, o volume de precipitações esperado para amanhã é de 7,4 milímetros.
A estiagem no município já dura 25 dias. A última chuva foi observada dia 18 de agosto, mesmo que fraca e em pontos isolados. Na ocasião, o volume atingiu 1,6 milímetro. Se considerar chuvas fortes, o último registro foi dia 26 de junho: 9 milímetros.
