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Motoboys fazem campanha contra linha chilena em Juiz de Fora

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Motoboys fixaram em seus baús cartazes que alertam sobre a linha chilena (Foto: Wendell Guiducci)
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Motoboys de Juiz de Fora estão fazendo uma campanha para chamar a atenção para os riscos oferecidos pela linha chilena, fio utilizado em pipas e papagaios e que tem capacidade de corte quatro vezes superior ao cerol. A categoria fixou nos baús das motos um cartaz com os dizeres : “Diga não a linha chilena. Essa brincadeira pode custar uma vida”. No último mês, a Polícia Militar apreendeu mais de 26 mil metros do material em Juiz de Fora. Segundo um dos motoboys que aderiu à campanha na cidade, Tyrone de Almeida Zulato, a iniciativa é muito importante para a categoria. A ideia foi de um dos trabalhadores, que fez o modelo do cartaz. “Além do que passamos todo dia no trânsito, temos que nos precaver ainda mais com o perigo que vem do céu. Além de ter um cortante potente nela, ela é muito mais resistente do que a de minha época de criança. É uma linha que não arrebenta fácil, e onde passa faz um estrago grande.  Tenho um colega que teve a antena da moto cortada pela linha. Uma mera brincadeira e um mero segundo podem nos causar danos irreversíveis e acabar com nossa vida”, finalizou.

A Lei Municipal 13.308/16 proíbe o comércio de linhas cortantes, oriundas da combinação entre cola de madeira, óxido de alumínio, silício e quartzo moído, conhecida por “linha chilena”, em Juiz de Fora. A proibição da venda é amparada também pela Lei Federal 8.137/90, artigo 7º, inciso IX. No mês passado, em Visconde do Rio Branco, um menino de 11 anos precisou amputar uma perna depois de ficar ferido por uma linha chilena. Em Belo Horizonte, um adolescente também teve amputada uma das pernas por conta de ferimento causado pela linha.

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