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Golpistas atuam dentro de agências bancárias

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A Polícia Civil de Juiz de Fora alerta para duas novas modalidades de estelionatos que estão sendo registrados na cidade, dentro de estabelecimentos bancários. Na primeira, a vítima é enganada, quando, ao ajudar alguém que simula passar mal, tem seu envelope com dinheiro para depósito trocado por outro contendo papel. No segundo golpe, cartões de banco estão sendo trocados por outros de cor semelhante, depois que o golpista consegue visualizar suas senhas. Conforme a polícia, os idosos são as vítimas preferenciais dos criminosos, uma vez que são considerados mais vulneráveis, mas a atenção redobrada é necessária a pessoas de todas as idades.

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Na semana passada, uma auxiliar de serviços gerais, de 41 anos, perdeu R$ 3.770 depois de cair na fraude, enquanto estava no saguão de uma agência bancária, no Centro. A vítima relatou à Polícia Militar que estava no interior do banco, quando foi prestar ajuda a uma mulher que dizia estar passando mal. Segundo a auxiliar, no meio do tumulto, trocaram seu envelope que continha a quantia roubada por outro com papéis. O caso foi encaminhado para a 7ª Delegacia Distrital. De acordo com a delegada responsável pela investigação de crimes na área Central, Ângela Fellet, cerca de cinco inquéritos instaurados pela unidade policial apuram crimes com o mesmo modo de agir dos bandidos. Nos casos das trocas dos envelopes, os golpistas tentam distrair a vítima para conseguir aplicar o golpe. Já nos casos dos cartões, o criminoso fica à espreita, quando a vítima utiliza o terminal eletrônico. Caso consiga visualizar a senha, ele arma um artifício para trocar o cartão, explica a delegada, acrescentando que, de posse do cartão, imediatamente, o estelionatário realiza diversos saques, que só são percebidos depois que a vítima constata a troca. Quando a pessoa descobre que caiu no golpe, deve procurar a polícia o mais rápido possível, pois, diante da denúncia, temos condições de requisitar às agências as imagens de seu circuito interno, que ficam armazenadas por pouco tempo. Elas vão nos ajudar a chegar até aos autores. A delegada orienta que, no momento de se fazer uma movimentação bancária via caixa eletrônico, não se deve conversar com pessoas desconhecidas e jamais pedir auxílio a terceiros.

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Abuso de confiança

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A 3ª Delegacia Distrital, responsável pela apuração de delitos na Zona Norte, também tem instaurados três inquéritos para desvendar a atuação de estelionatários que lesaram suas vítimas com a troca de cartões. Conforme o titular desta delegacia, Rodolfo Rolli, no último dia 1º, uma mulher, 45, foi processada por furto qualificado mediante abuso de confiança, cuja pena máxima é de oito anos de reclusão. Segundo ele, a suspeita, que irá responder em liberdade, teria sido denunciada por uma aposentada, 66. A suspeita é de que ela tenha furtado seu cartão de banco para efetuar saques, totalizando R$ 20.900, durante os dez meses em que trabalhou em sua residência como acompanhante. A vítima, que sofre de cegueira parcial, diz que seu cartão, de cor azul, foi trocado por outro de mesma cor. A maioria das retiradas feitas tinha o valor de R$ 1 mil.

Como aponta o inquérito, a vítima percebeu que, desde o último mês de fevereiro, como confirmado no extrato bancário desde janeiro, foram realizados diversos saques. Diante disso, ela procurou a polícia. Foi requisitado, então, à agência bancária, a visualização das imagens nas datas em que os valores foram retirados. Nelas apareciam a acompanhante da vítima, que não possuía procuração para fazer a movimentação. Ainda segundo a aposentada, por motivos de sua idade e de uma cegueira parcial, ela deixava anotada a senha junto de seu cartão. Ouvida na delegacia, a acompanhante confessou o crime e disse que usou o dinheiro para pagar contas atrasadas e lamentou ter abusado da confiança da idosa.

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