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Moradores e comerciantes da Avenida Olegário Maciel relatam que cresce a criminalidade ao longo da via e cobram maior policiamento. A vítima mais recente foi um comerciante, de 72 anos, baleado, na tarde de quinta-feira, durante tentativa de assalto em um armarinho de sua propriedade, no Paineiras, região central. Segundo informações da PM, por volta das 16h30, o idoso estava na loja atendendo a uma cliente, 63, quando um homem entrou no estabelecimento e anunciou o roubo. O criminoso apontou o revólver, supostamente de calibre 32, na direção da vítima. O idoso relatou à polícia que teria se assustado ao ver a arma, tendo o bandido disparado em seguida. Ele foi alvejado no braço esquerdo, e o assaltante fugiu por uma escadaria de acesso à Rua Padre Anchieta, no Bairro São Mateus, Zona Sul. O comerciante sofreu fratura exposta no úmero e teve que passar por cirurgia no Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde permanece internado.
A auxiliar de vendas de uma loja de móveis situada na altura do Paineiras, Juliana Duarte, 23, diz que outros estabelecimentos já foram alvo de assaltos na via. "Acho que a região está um pouco esquecida pela polícia. Mais rondas deveriam ser feitas." O gerente de um supermercado da mesma área, que preferiu não ser identificado, também reclama. "A gente percebe que, na medida em que diminui o policiamento, aumenta o número de crimes." No Bairro Santa Helena, um dos problemas é a Praça Pedro Marques. Segundo o proprietário da banca instalada no espaço, Márcio Gomes, 49, com o menor monitoramento, o local começou a receber pessoas em atitudes suspeitas. Na opinião dele, por ser uma área frequentada por muitos idosos e crianças, a segurança precisa ser reforçada.
A assessora de comunicação do 2º Batalhão da PM, capitão Kátia Moraes, disse não ser possível manter viaturas preventivas exclusivamente na Avenida Olegário Maciel. Isso porque muitas precisam ser deslocadas para o atendimento de ocorrências. Entretanto, segundo ela, moradores podem fazer denuncias pelo 181, caso notem movimentações suspeitas. A capitão afirmou, ainda, que as reclamações acerca da via serão levadas para o comando da Polícia Militar.
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