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Epidemia superlota os hospitais de Juiz de Fora

expectativa da unimed e inaugurar hospital da cooperativa no final de 2017 assessoria da unimed

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Expectativa da Unimed é inaugurar hospital da cooperativa no final de 2017 (Assessoria da Unimed)
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Expectativa da Unimed é inaugurar hospital da cooperativa no final de 2017 (Assessoria da Unimed)

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Hospital Regional está com obras paradas, mas trabalhos devem ser retomados no próximo mês (MARCELO RIBEIRO/26-05-15)

Obra do HU, no Dom Bosco, não têm previsão para reinício (Arquivo TM/28-10-13)

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Idosos, como Rita Anacleto, 78, estão entre os mais acometidos pela dengue. Ontem ela foi atendida na Santa Casa (LEONARDO COSTA/11-03-16)

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A epidemia de dengue que afeta Juiz de Fora e região tem sobrecarregado os hospitais públicos e privados da cidade, que estão tentando se adaptar para conseguir absorver a demanda extra. Somente na Santa Casa de Misericórdia, neste ano, houve um aumento de 43% nos atendimentos, se comparado com o mesmo período do ano passado. No Albert Sabin e no Monte Sinai, estão sendo realizadas 20% de consultas a mais. Com isso, as unidades têm trabalhado em sua capacidade máxima, aumentando o tempo de espera, que chega a quatro horas. Ontem, no Monte Sinai, 60% dos atendimentos realizados eram de casos prováveis de dengue. Além da consulta clínica, os pacientes passam por exames e hidratação, ocupando os leitos, o que intensifica a demora. A situação aponta uma necessidade de novos leitos e unidades, já que o município é referência na saúde para toda macrorregião. Quatro instituições hospitalares estão em obras na cidade e, quando inauguradas, trarão uma ampliação de 850 leitos de internação e 174 leitos de UTI, melhorando a capacidade de retaguarda da saúde.

“Os hospitais particulares têm que ter uma estrutura maior, ainda mais na situação de dengue que vive o país. Apesar de ser privado, eles são para atender o público.” A afirmação é de um leitor da Tribuna, que preferiu ter seu nome preservado. Na manhã de ontem, ele levou o filho, que estava com suspeita de dengue, para receber os cuidados necessários no Monte Sinai. No local, ele foi informado de que a previsão era de quatro horas de espera para atendimento de um clínico geral. O leitor optou por não esperar e se dirigiu ao Albert Sabin, onde conseguiu ser atendido em 40 minutos. Já durante a tarde, a informação no Albert Sabin era de que a espera estava em torno de uma hora e meia. Na Santa Casa, a recepção não dava previsão de espera, alegando não ser possível prever, já que a demanda varia muito durante o dia. A aposentada Rita Anacleto, 78 anos, estava com dengue e foi medicada na Santa Casa. Sua filha, a enfermeira Regina Maria Francklin, contou que a espera por atendimento foi relativamente rápida, mas os resultados dos exames demoraram muito para sair. A assessoria da Santa Casa informou que, até o dia 7 de março, a instituição realizou 1.706 notificações de dengue à Vigilância Epidemiológica.

Segundo o médico do Hospital Albert Sabin, Eduardo Valle, a epidemia causou um congestionamento da urgência e emergência do hospital, o que levou a unidade a contratar mais 14 médicos para cobrir as escalas. A média de atendimentos por mês era de 4.500 e passou para sete mil.

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Já a assessoria do Monte Sinai informou que a emergência da unidade tem sido reestruturada de acordo com a demanda. A instituição ainda afirmou não estar com quadro reduzido e que não há falhas na escala. Dois coordenadores médicos vêm adaptando os atendimentos, a forma da triagem e de se fazer a hidratação para melhorar a assistência. Segundo a unidade, os picos ocorrem no início da manhã e no horário comercial de saída do trabalho. A assessoria afirmou ser um movimento atípico para a época do ano e para a rotina da emergência. O volume de exames laboratoriais de dengue dobrou em relação ao mesmo período do ano passado.

Casos

Somente neste ano, Juiz de Fora registrou 4.845 casos prováveis de dengue, superando as notificações de todo ano passado, quando 4.518 pessoas foram infectadas pelo vírus. O Município confirmou oito óbitos pela doença, sendo um oriundo de Bicas e outro de Cataguases. Outros oito estão em investigação. Na quarta-feira, Sucena Name Feres, 93 anos, teve as causas da morte registradas como insuficiência respiratória aguda, síndrome do choque da dengue e dengue, fibrilação atrial. Já na quinta-feira, Rosilene Souza Duarte Teixeira, 53 anos, foi à óbito por falência múltipla de órgãos, choque hipovolêmico e dengue hemorrágica. A Secretaria de Saúde informou que Rosilene era residente em Bicas e chegou na quarta-feira para realizar tratamento, falecendo na cidade. O caso foi notificado e está em investigação. Já a morte da idosa ainda não foi notificada.

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Expectativa de mais vagas com 4 novos hospitais

Juiz de Fora irá aumentar 480 leitos de internação e 174 leitos de UTI com a inauguração dos quatro hospitais que estão em obras na cidade, desafogando o sistema terciário de saúde: Hospital Regional, Hospital da Unimed, Linnus Paulling e Hospital Universitário (HU). As obras mais adiantadas são as do Hospital Regional, localizado no Bairro São Dimas, na Zona Norte, que está sendo construído desde 2010. Conforme a assessoria da Secretaria de Obras do município, a empresa licitada está contratando pessoal para que os trabalhos sejam retomados no próximo mês. Com 60% das obras executadas, o prazo para entrega é de um ano se o fluxo de recursos for enviado dentro do cronograma. A assessoria da pasta ressalta que a entrega da estrutura não significa inauguração da unidade. Após o término da obra, a Secretaria de Saúde irá licitar os equipamentos para instalação. A unidade hospitalar contará com quatro blocos e vai oferecer 250 leitos, dos quais 40 serão UTIs.

As obras do Hospital da Unimed, na Avenida Deusdedit Salgado, Salvaterra, na Zona Sul, estão em andamento e dentro do cronograma, conforme a assessoria da cooperativa. A construção está na segunda fase, com colocação de estrutura metálica dos 12 andares. A previsão é de que, até o final deste ano, a estrutura do prédio esteja fechada, para que, em 2017, seja iniciado o acabamento interno e a montagem dos equipamentos. A previsão de inauguração é no final do ano que vem. A unidade contará com 40 leitos de UTI e 80 quartos multiuso, o que permitirá uma ocupação de até 190 leitos. As projeções visam à atender cerca de 10 mil internações por ano.

A construção do Hospital Linnus Paulling, na Avenida Rio Branco, no Bairro Cruzeiro do Sul, também está em andamento, e 45% da obra já foram executados. Em sua primeira fase, serão 150 leitos para internação em apartamentos e 40 leitos de UTI, além de um Centro Cirúrgico com dez salas.

Já as obras do Hospital Universitário da UFJF estão paralisadas, com contrato suspenso. Conforme a assessoria de comunicação da UFJF, não há previsão para conclusão dos trabalhos. Em agosto de 2015, 43% da construção estavam concluídos. O hospital ganhará 342 leitos de internação; centros de queimados, de parto natural, de tratamento oncológico (radioquimioterapia) e de transplantes; maternidade; centros cirúrgicos; enfermaria, clínicas de atendimento e emergência e 54 leitos de UTI.

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