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Risco de epidemia de dengue deixa JF em situação de emergência

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Com um aumento cada vez mais acelerado no número de casos de dengue e diante da possibilidade de introdução de mais um sorotipo, o den 4, além dos três já em circulação na cidade, a Prefeitura de Juiz de Fora decretou situação de emergência para a doença. A condição deve vigorar por 150 dias e garante circunstâncias especiais para o município se organizar na tentativa de evitar ou, pelo menos, minimizar os efeitos de uma epidemia da moléstia. O decreto tem o objetivo de facilitar e agilizar a contratação de médicos e a compra remédios e soro para o tratamento rápido dos doentes, explicou o prefeito Bruno Siqueira.

Conforme o último boletim da Secretaria de Saúde, o município soma 159 casos confirmados em 2013, e outras 83 notificações ainda dependem de exames confirmatórios. Apesar de não terem sido registrados óbitos ou complicações, o decreto, publicado no último sábado, reconhece a possibilidade de o município viver um quadro ainda mais grave que o de 2010, quando foram confirmados 9.050 casos de dengue e 17 mortes.

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O prefeito informa que o vírus tipo 4 da dengue ainda não foi identificado na região de Juiz de Fora, mas já houve notificações no Rio de Janeiro. Em função da proximidade e da forte ligação que nossa cidade tem com o estado vizinho, há preocupação de que casos sejam registrados também aqui. Por isso, é muito importante a notificação rápida de todos as suspeitas de dengue e a pesquisa sorológica para que se identifique o tipo de vírus.

Já o secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, afirma que o Poder Público está mobilizado. Os esforços já são grandes e continuarão assim. garante, lembrando que vários órgãos da Prefeitura integram a força-tarefa de combate à doença, como prevê o decreto. Ele cita o programa Força Saúde contra a Dengue, que, além da Secretaria de Saúde, reúne Secretaria de Obras, Demlurb e Empav.

Ainda de acordo com José Laerte, não houve necessidade solicitação de mais verbas para combate à dengue, nem de novas contratações de agentes de endemias, além dos 50 anunciados no dia 25 de janeiro. Apesar da demora na admissão destes profissionais, o secretario alega que o processo está sendo feito dentro do prazo previsto. Ele reafirma que, caso haja necessidade, serão implantadas unidades móveis de hidratação e outros métodos de ajuda.

A última vez que o Município decretou emergência para a dengue foi em 16 de outubro de 2010, durante um dos piores surtos vivenciados pela cidade. O primeiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti deste ano apontou infestação de 7,56% nos imóveis visitados pelos agentes de endemias. Em algumas regiões, como na Zona Norte, o percentual atingiu 12%, quando o máximo considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 1%. Na semana passada, a Secretaria de Saúde iniciou o segundo Liraa do ano, que precisou ser adiado por causa da chuva e da greve dos rodoviários. A previsão é de que o novo levantamento seja divulgado na próxima sexta-feira.

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