
Trabalho foi encerrado dentro do prazo de 60 dias
O edifício de sete pavimentos que abrigava o Castelo da Borracha, situado na Avenida Getúlio Vargas, no Centro, acabou de ser demolido nesta segunda-feira (12), faltando apenas a remoção de alguns entulhos para a conclusão total. A limpeza do local já está sendo feita, e moradores e comerciantes vizinhos, que estavam vivendo e trabalhando em imóveis alugados pela Prefeitura, estão começando a retornar a suas casas e lojas. Com o encerramento do serviço, o imóvel onde funcionava o antigo Hotel Nacional deve começar a ser derrubado. Contudo, há um impasse em relação ao começo das obras.
Uma ação judicial movida por moradores do entorno impede que o prédio seja demolido antes de passar por nova perícia, para que as causas do incêndio possam ser apuradas. A indefinição se refere à remuneração do perito, que deveria ser feita antes da vistoria. No entanto, como há urgência na derrubada do imóvel, a PJF teme que haja ameaça à segurança do entorno caso o pagamento e, consequentemente, a análise, sejam protelados. A assessoria de comunicação da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) informou que a Justiça deve propor ao profissional que a quitação seja feita após a visita, para que a demolição, que será feita pela juiz-forana Serbenco Engenharia, seja providenciada em seguida.
O prédio do Castelo da Borracha foi um dos afetados pelo incêndio que teve início em uma loja da Rua Floriano Peixoto e devastou parte do comércio do entorno em outubro do ano passado. De acordo com a SAU, o trabalho foi encerrado dentro do prazo de 60 dias previsto pela empresa paulista Arcoenge, que utilizou a mão de obra de cerca de 15 operários. Ainda conforme a assessoria da pasta, não foi necessário, em momento algum, fazer interdições no trânsito da área ou qualquer tipo de intervenção urbana. A assessoria também informou que os gastos já foram quitados pela seguradora contratada pelos proprietários do imóvel.

