Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, busca conscientizar a sociedade sobre a importância da promoção de igualdade de gênero na ciência.
Em comemoração à data, a Tribuna apresenta a trajetória de quatro mulheres que escolheram Juiz de Fora como local para suas pesquisas e convida os leitores a conhecerem mais sobre o trabalho de cada uma delas.
Nara Andrade
Psicóloga e mestre em neuropsicologia do Desenvolvimento e Doutora em Psicologia Experimental, Nara Andrade é professora no programa de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Atualmente, coordena o Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em Neurodesenvolvimento Humano (Linha) e se dedica a investigar diferentes formas de viver a infância para promover experiências equitativas, diversas e plurais.
No podcast IdPesquisa, produzido pela instituição, Nara afirma: “costumo dizer que nós somos infancialistas. O nosso apaixonamento por este desenvolvimento humano é o que me leva à psicologia”. A cientista estuda a escola e a família como pilares para o desenvolvimento das crianças e busca compreender as formas heterogêneas de parentalidade em diferentes grupos sociais. Também é curadora da exposição “Primeiras Infâncias Brasileiras” e, desde 2018, contribui para a criação de jogos que têm como objetivo diminuir os impactos da diversidade na primeira infância.
Kérley Winques
Professora na Faculdade de Comunicação e no programa de pós-graduação em Comunicação da UFJ), Kérley é doutora e mestre em jornalismo. Atualmente, é coordenadora do grupo de estudos Assimetrias, que se dedica, principalmente, aos estudos críticos de plataformas, dados e algoritmos. Autora do livro “Mediações algorítmicas: articulação entre as dimensões simbólicas e materiais das tecnologias digitais”, publicado em 2024, a professora também integra o Comitê Editorial da revista Brazilian Journalism Research (BJR).
Kérley se interessa pelas relações entre plataformas digitais e seus usuários e busca compreender como os grupos subalternizados afetam e são afetados pela tecnologia. A pesquisadora também integra o grupo de pesquisas responsável pelo Worlds of Journalism Study 3 (WJS3), considerado o maior e mais abrangente estudo internacional sobre práticas, valores e condições de trabalho no jornalismo.
Judith Araújo
Judith de Paula Araújo, além de graduada em matemática, mestre em Matemática Universitária e doutora em física, cursa, atualmente, sua segunda graduação – desta vez, em física. Professora do quadro permanente do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), no campus Juiz de Fora, ela foi responsável por levar pesquisas realizadas na instituição para congressos internacionais, como o XLVI QUITEL (International Congress of Theoretical Chemists of Latin Expression), no Uruguai.
Suas principais áreas de pesquisa são Superfícies Analíticas de Energia Potencial, Representação Algébrica de Superfícies de Energia Potencial, Superfícies Topológicas e Teoria de Homotopia. Judith também se destaca por orientar jovens na produção de pesquisas de iniciação científica.
Carolina Bezerra
Pedagoga, Carolina Bezerra é também mestre e doutora em Educação e pós-doutoranda em Gênero. Atua como professora no Departamento de Ciências Humanas do Colégio de Aplicação João XXIII, e se dedica, principalmente, ao estudo de relações étnico-raciais e relações de gênero e sexualidade.
Em uma trajetória marcada pela defesa dos direitos humanos, a professora já recebeu mais de dez prêmios. Carolina ocupou o cargo de diretora de ações Aafirmativas pela UFJF entre 2015 e 2016, onde participou das campanhas “A universidade é pública, meu corpo não”, em combate ao assédio em ambientes de ensino, e “Quantos professores negros você tem?”, que denunciou o racismo estrutural em escolas e universidades.
*Estagiária sob supervisão da editora Gracielle Nocelli

