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Casas Bahia tem venda de seguros suspensa em Juiz de Fora após Procon identificar inclusão automática de contratos

Procon suspende venda de seguros nas lojas do Grupo Casas Bahia em Juiz de Fora
Investigações do Procon apontaram inclusão de seguros e serviços adicionais no valor final dos produtos (Foto: Divulgação/PJF)
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O Procon de Juiz de Fora determinou a suspensão imediata da venda de seguros, incluindo garantia estendida, em todas as lojas da Casas Bahia na cidade.

A decisão foi tomada após o órgão identificar que a empresa vinha incluindo seguros e outros serviços no valor final das compras sem avisar claramente os consumidores ou pedir autorização. A prática desrespeita o Código de Defesa do Consumidor.

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Segundo a investigação, a inclusão desses serviços acontecia principalmente nas compras feitas por carnê. Nessas situações, seguros, títulos de capitalização e outros serviços eram colocados automaticamente nos contratos, aumentando o valor da dívida sem que o cliente percebesse.

O Procon apontou que os principais prejudicados são idosos e pessoas em situação de maior vulnerabilidade, com pouca escolaridade ou dificuldade para entender contratos financeiros.

Um dos casos analisados envolveu uma idosa que comprou um armário e um fogão e acabou pagando, junto com os produtos, seis seguros diferentes e quatro títulos de capitalização. Ao todo, foram 18 contratos extras incluídos em cinco carnês. Em um dos contratos, o Custo Efetivo Total (CET) dos seguros chegou a 179,72% ao ano.

Segundo o Procon, esse tipo de prática leva ao endividamento excessivo e fere os direitos básicos do consumidor, como o direito à informação clara e à liberdade de escolha.

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Contraste financeiro e sanções

O Procon/JF também chamou a atenção para a diferença entre o grande número de reclamações feitas por consumidores e o resultado financeiro da empresa. No terceiro trimestre de 2025, o Grupo Casas Bahia registrou crescimento de 19,5% na receita com serviços, que chegou a R$ 539 milhões.

Caso a decisão não seja cumprida, o Procon informou que poderá aplicar multa de R$ 1 milhão, além de interditar as lojas, com lacração das portas e apoio policial, se necessário. As unidades também terão que afixar avisos visíveis informando que a venda de seguros está suspensa por determinação do órgão.

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Segundo o Procon, a medida não tem como objetivo proibir a venda legal de seguros, mas garantir que o consumidor tenha liberdade de escolha e acesso a informações claras sobre o custo real do financiamento, evitando prejuízos e endividamento excessivo.

A Tribuna entrou em contato com o Grupo Casas Bahia, que afirmou, via nota enviada pela assessoria de imprensa, “que recebeu comunicações de órgãos de defesa do consumidor relacionadas a práticas comerciais em determinadas unidades. A Companhia trata esse tema com elevado grau de atenção e, alinhada ao seu compromisso com a transparência e a ética, iniciou prontamente análises internas para avaliar os processos envolvidos”, diz.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

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Resumo desta notícia gerado por IA

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