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Casa que ameaçava desabar é demolida

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Operação foi feita de forma manual
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Foi demolida nesta quinta-feira (12) a casa na Rua Miguel Jacob, no Alto Grajaú, região Sudeste, interditada desde janeiro de 2011, quando a terra do terreno dos fundos deslizou. Segundo o chefe do Departamento de Orientações Técnicas da Defesa Civil, Adair Elpes, "a situação piorou com as últimas chuvas e havia risco de a moradia cair em cima das casas que ficam na base da encosta. Por isso, decidimos pela demolição". O trabalho, iniciado de manhã, foi feito manualmente e finalizado à tarde. Quatro imóveis e um terreno na rua abaixo já estavam interditados desde o desmoronamento. "A princípio, não será necessário intervenções nas casas, porque não há risco iminente."

O dono do imóvel demolido, Joaquim da Silva, acompanhou o trabalho junto das filhas e esposa. Segundo a família, a Prefeitura fornece o aluguel social há cinco meses, no valor de R$180. Mas eles pretendem entrar com uma ação na Justiça contra o município. Joaquim reclama que a casa não apresenta trincas e diz não concordar com o serviço. "A casa é firme e tudo foi construído com os devidos cuidados." A Defesa Civil reafirma que a demolição era necessária para garantir a segurança das residências do entorno e da base da encosta, na Rua Rosa Sfeir.  

No Jardim de Alá, onde ocorreu o desmoronamento de encosta na segunda-feira (9), a retirada dos escombros continuou ontem e, segundo a Secretaria de Obras, deve ser finalizada nesta sexta (13). 

Riscos de deslizamentos 

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Diante dos casos recorrentes de deslizamentos de terra, a população está alarmada. No Teixeiras, Zona Sul, os moradores estão apreensivos com um terreno na esquina das ruas Alfredo Salomão e Dalila Lery Santos. Em dezembro de 2009, a terra desceu e atingiu o Acesso Sul, que passa abaixo, derrubando postes. Segundo os moradores, nada foi feito desde então. Eles contam que a Defesa Civil fez a vistoria do terreno, mas que não haveria risco, apesar da instabilidade ser visível, segundo constatou a equipe da Tribuna. De acordo com a assessoria da pasta, uma equipe vai reavaliar a encosta e, somente após o laudo, haverá uma decisão. 

No Bairro Graminha, também na região Sul, os moradores reclamam da demora da Secretaria de Obras em retirar a terra e árvores que caíram na Rua Joaquim Vicente Guedes, após um escorregamento no dia 4. A Defesa Civil interditou metade da pista. A Secretaria de Obras informou que as equipes atuam diariamente na remoção das barreiras, mas são priorizadas vias totalmente interditadas. E afirma que, assim que foram resolvidos casos prioritários, os trabalhadores vão atuar nos demais pontos atingidos.  

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Nesta quinta (12), de meia-noite às 17h15, a Defesa Civil registrou 31 ocorrências, a maioria orientação técnica e ameaças de escorregamentos de terra. Os principais registros foram nas regiões Leste e Sul, com oito casos em cada uma. 

Chegada de frente fria

A estiagem que se iniciou nesta quinta (12) deve permanecer amanhã, segundo o técnico de planejamento hidroenergético da Cemig, Geraldo Paixão, uma vez que a frente fria sob Minas Gerais perdeu força. As temperaturas permanecem em elevação até amanhã, quando chega nova frente fria, provocando chuvas no fim da tarde e à noite. No domingo, a precipitação volta com mais intensidade, permanecendo na segunda. Já na terça-feira, há novo enfraquecimento da massa de ar frio. "A segunda quinzena de janeiro tende a ser assim, com chuvas mais espaçadas e períodos de estiagem maiores. A chuva ocorre, como é comum no verão, mas não será tão constante como no início do mês."

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