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Caminhões trafegam por trechos proibidos em JF

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Os efeitos da interdição de rodovias estaduais e federais continuam sendo observados em Juiz de Fora. Por volta das 10h30 de ontem, um caminhão-cegonha que havia acessado o Bairro Retiro via BR-267 entrou na Alameda Ilva Melo Reis, no Bairro Santo Antônio, onde o tráfego de caminhões é proibido. Ao ser alertado de que não poderia trafegar ali, o condutor tentou retornar, mas, devido à sua extensão, não houve espaço para o veículo manobrar, e a carreta bloqueou o tráfego no cruzamento da alameda com as ruas Luiz Fellet, Raimundo Nonato e Francisco Cerqueira Cruzeiro. Nas três vias, houve retenção do trânsito, e extensas filas de carros se formaram até que a cegonheira conseguisse manobrar, o que demorou mais de 20 minutos.

Segundo uma comerciante do entorno que preferiu não se identificar, veículos de grande porte desrespeitam, com frequência, a sinalização que proíbe sua circulação na via íngreme. Contudo, o volume de caminhões que desobedecem a regra parece estar maior desde segunda-feira. "Só hoje, este que agarrou deve ser o terceiro ou o quarto que passa por aqui."

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Segundo a Polícia Rodoviária Federal, as BR-040 e BR-267 tiveram aumento de 10% no tráfego de veículos pesados desde que começaram a ser usadas como desvios devido às interdições nas estradas de acesso às cidades afetadas pela chuva. A MG-353 permanece interditada entre Juiz de Fora e Coronel Pacheco, assim como a BR-393, entre Sapucaia e Além Paraíba. Já a BR-116, também no trecho de Além Paraíba, foi liberada ontem, de acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro, que fiscaliza o segmento. A pista tinha sido bloqueada por causa de um buraco que se abriu no asfalto. Para todas as interdições, as BR-040 e BR-267 são as rotas de desvio, o que tem provocado o excesso do tráfego nas estradas e também nas ruas que são cortadas por elas, como é o caso de Juiz de Fora. Em alguns pontos da cidade, já é possível ver o desgaste no asfalto provocado pelo aumento do número de veículos. Na BR-267, na ponte do Retiro, dois buracos se transformaram em crateras ao longo da estrutura.

 

Soluções

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Para o mestre em políticas de transporte e trânsito, José Ricardo Daibert, é preciso planejamento. "É claro que temos que nos lembrar que, em situações emergenciais como esta, imprevistos podem acontecer. Mas é preciso haver um plano de ações durante a emergência, para evitar transtornos como este e até mais graves, como a danificação das vias alternativas às rodovias, caso o uso da rota por um fluxo maior do que o normal seja prolongado."

Conforme a assessoria de comunicação da Settra, está sendo feito um monitoramento constante dos trajetos mais sobrecarregados como, por exemplo, a Avenida Brasil. Ainda de acordo com a assessoria da pasta, hoje serão colocadas faixas no Bairro Retiro, alertando sobre a proibição de passagem de veículos pesados pelo Bairro Santo Antônio. De acordo com a assessoria, já existem placas indicativas no local, e o objetivo é reforçar a proibição, evitando novos problemas, como o ocorrido na manhã de ontem.

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