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Santa Casa ultrapassa marca de mil transplantes de órgãos

Número expressivo torna instituição referência em Minas Gerais; diretores planejam expansão do hospital


Por Tribuna

11/12/2019 às 14h47- Atualizada 11/12/2019 às 21h01

Profissionais soltaram balões para festejar a marca na Santa Casa (Foto: Aline Bastos)

Sob o olhar de profissionais e transplantados, o Hospital Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora comemorou, com reunião na sede da instituição, a marca de mil transplantes de órgãos desde 1983. O número expressivo, conforme o presidente Renato Villela Loures, coloca o hospital como referência em Minas Gerais na realização de transplantes e é resultado de maior investimento na área nos últimos cinco anos. Os diretores ainda planejam expansão no número de pacientes comportados para deixar o hospital entre os dez maiores do Brasil.

Renato Loures falou à reportagem (Foto: Gabriel Silva)

Desde o primeiro procedimento realizado na Santa Casa, há 36 anos, 1.013 transplantes de órgãos foram feitos na instituição, sendo 1.001 de rim, nove de fígado e três de pâncreas. Loures planeja ir além e colocar o hospital como referência nacional em todas as áreas. “A nossa meta para 2023 é estar entre os dez maiores hospitais do país, não só filantrópicos. Atualmente, somos um dos maiores transplantadores, com resultados ótimos. E, o mais importante, investimos em pessoas e em processos. Temos uma equipe cirúrgica que busca melhor atendimento”, afirma Loures, destacando também que 70% dos transplantes são pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para alcançar a expansão, a estrutura do hospital também deverá sofrer alterações, de acordo com o chefe da Unidade de Prática Integrada de Transplante, Gustavo Ferreira. “A estrutura tem ficado pequena, na verdade. Hoje fazemos mais de 120 transplantes ao ano, e isso faz com que a gente precise aumentar a estrutura. Já está nos planos da instituição a criação de uma unidade maior para que possamos internar nossos pacientes”, projeta. No momento, a Santa Casa conta com 17 leitos e procura maneiras de construir mais espaços para receber os pacientes. “Mostramos que podemos evoluir cada vez mais em uma área em que há um déficit muito grande no país”, completou Renato Loures.

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Do total de transplantes, mais da metade foi realizada nos últimos cinco anos, conforme Ferreira, marca proporcionada também pelo maior número de doações recebidas do Estado. “São engrenagens muito importantes que fazem com que isso aconteça. Existe os valores, a capacidade do Estado de oferecer órgãos… Isso cresceu nos últimos anos e é mérito do MG Transplantes, do Estado de Minas Gerais”, destaca Ferreira. No final de outubro, Minas Gerais recebeu prêmio honorário do Ministério da Saúde por ser o estado brasileiro com maior crescimento no número de órgãos transplantados em 2019.

‘Eu recebi um milagre’

Aos 66 anos, Sebastião Carlos Almeida afirma se sentir como um jovem. No último dia 17 de agosto, o rim de uma doadora de Florianópolis, falecida em um acidente de carro, salvou a vida do aposentado juiz-forano. “Eu me considero com 22 anos hoje”, brinca ao afirmar que não teve qualquer problema de saúde após o transplante. O paciente, que acompanhou toda a cerimônia comemorativa da Santa Casa, aguardou o órgão por um ano e três meses. “Considerando que tem pessoas que ficaram mais de dez anos esperando, eu recebi como um milagre em todos os sentidos: porque estou bem hoje e também porque recebi o rim com um ano de hemodiálise”, conta.

Hoje, Sebastião diz viver normalmente e se tornou um agente incentivador da doação de órgãos, utilizando-se do próprio exemplo. “Eu fui salvo pela solidariedade e já incentivei pessoas a doarem, já estive no HU (Hospital Universitário da UFJF) para incentivar os pacientes que têm medo de fazer transplante”, afirma. “Eu estou novo de novo. Só de sair da máquina de hemodiálise, eu me sinto vivo novamente.”

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