Atualizada às 19h54
Apesar das probabilidades ainda restritas de casos de ebola no Brasil, a suspeita já descartada de um paciente de Guiné que está no país ter contraído o vírus deixou em alerta a população e chama a atenção para a necessidade de ações de conscientização e prevenção. Em Minas Gerais, o plano adotado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) estabelece os protocolos para tratar casos suspeitos da doença que chegarem aos serviços de saúde, aeroportos e rodoviárias de todo o estado.
No caso de Juiz de Fora, a assessoria da Secretaria de Saúde informa que está acompanhando os critérios adotados pelo Ministério da Saúde e seguindo o Plano Estadual de Contingência ao Ebola. No último mês, profissionais da pasta participaram de uma videoconferência realizada pela SES sobre como agir caso o paciente seja diagnosticado com a suspeita do vírus.
De acordo com a assessoria da SES, o plano é dividido em três níveis. O primeiro e atual nível é o de alerta para identificação e notificação de caso suspeito. Nesta categoria se enquadram pessoas que tenham passado pelos países que enfrentam o surto da doença, como Serra Leoa, Guiné e Libéria, e que apresentem febre súbita, acompanhada ou não dos demais sintomas, em até 21 dias após a chegada desses locais.
O nível 2 do plano é acionado diante de um caso suspeito. A orientação para os profissionais de saúde dos hospitais e unidades de saúde e também dos centros médicos de aeroportos e rodoviárias é que o paciente seja colocado em uma sala isolada. E o nível 3 será acionado somente se houver um aumento no número de casos, com transmissão ocorrendo dentro do próprio estado. Nesse nível, serão ampliados os hospitais de referência e novos equipamentos de proteção individual (EPIs) serão adquiridos.
Segundo o órgão, já foram realizados treinamentos com as unidades de saúde em todo o estado e também com as companhias aéreas para atuarem diante de um caso suspeito. Ao atender este tipo de situação, os serviços devem notificar imediatamente o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (Cievs/MG), caso a identificação seja fora da capital. Além disso, a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde informou que vem orientando as regionais de saúde do estado por meio de videoconferências.
O Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde, também participa das discussões e estratégias do plano de emergência do estado. Uma nova reunião será agendada para o aprimoramento do plano, assim como a integração de outros atores nesse trabalho coletivo.
Caso haja suspeita de ebola em Minas, o paciente será transferido para o Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, unidade de referência para o atendimento aos casos suspeitos. A unidade já conta com uma ala específica para atender os pacientes.
