Pacientes atendidos pelo Centro Viva Vida deverão ser remanejados até que um novo prestador seja contratado para gerir o projeto, suspenso desde 31 de maio. As atividades foram paralisadas devido à impossibilidade de renovação do contrato entre Prefeitura e Fundação HU da UFJF. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o acordo não foi renovado devido à não apresentação da certidão negativa de débito pela instituição. O chamamento público para contratação de um novo prestador de serviços deve ocorrer em três meses.
A Prefeitura está estruturando um atendimento emergencial para os pacientes da cidade e dos demais 37 municípios da região. “Propomos que seja realizado pelo Departamento de Saúde da Mulher (PAM-Marechal) e pelo Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente (localizado na Rua São Sebastião)”, informou a subsecretária de Redes Assistenciais de Juiz de Fora, Luciana Afonso.
Esse fluxo foi aprovado na noite de ontem pelo Estado, e os agendamentos começam na próxima semana. Em nota, a SES salientou que, durante esse período, a Superintendência Regional de Saúde fará reuniões mensais para verificar se os acompanhamentos e a assistência aos pacientes estão sendo prestados em conformidade com a legislação.
Com o fim do acordo, 33 colaboradores vinculados ao Viva a Vida foram dispensados, sendo que mais cinco deverão ser demitidos. Outros 13 puderam ser redirecionados a projetos já existentes.
O programa
A SES criou o Viva Vida com o objetivo de reduzir o alto número de mortes infantis e maternas. O programa atende mulheres com suspeita de câncer de colo de útero e de mama, recém-nascidos de risco, crianças com alterações no Teste do Pezinho, com dificuldades respiratórias e desnutrição moderada, além de homens com suspeita de câncer de próstata e de pênis. Ainda é realizado planejamento familiar, atendimento a casais inférteis e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Também atende mulheres e crianças vítimas de violência sexual e doméstica.
