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Júri decide hoje destino de suspeito de matar enfermeira

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Mãe da vítima chorou durante depoimento
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Mãe da vítima chorou durante depoimento

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Está em andamento o julgamento popular de Fernando Calixto do Nascimento, acusado de ter assassinado a enfermeira Juliana Nasser Couto, morta com 21 anos, em março do ano passado. Como forma de protesto, a maioria dos presentes na sessão, que acontece no Salão do Júri, no Fórum Benjamin Colucci, estão usando uma camisa, confeccionada pela família da vítima, onde se lê na parte da frente "Juliana eternamente" e atrás "Justiça". A primeira testemunha ouvida foi a mãe da enfermeira, que chorou durante o seu depoimento, em determinado momento teria se dirigido para o réu e perguntado o motivo de ele ter matado sua filha. "Pra mim está sendo muito difícil desde a morte da minha filha e não consigo entender como alguém pode tirar a vida de uma pessoa. Ela não matou apenas ela, mas a mim e ao meu marido. O que eu quero é Justiça porque nada trará minha filha de volta", concluiu muito abalada a mãe de Juliana, Sônia Maria da Silva Couto.

Depois, uma testemunha de defesa, um amigo do réu, foi convocado para depor. Em seguida, foi a vez do réu, que deu detalhes sobre o crime. "Naquela noite, ela brigou comigo por causa de telefonemas de outras mulheres que ela achava que eu recebia. Ela não aceitou as explicações que dei e insistiu na discussão até que entramos em luta corporal." Ele contou que Juliana teria pegado uma faca de serra e cortado sua mão. Para desarmá-la, Fernando teria segurado o punho da vítima com uma das mãos e, com a outra, o pescoço. Quando percebeu que ela estava desmaiada, teria tentando reanimá-la, e garantiu que ela ainda estava respirando quando fugiu para a casa de sua mãe. Neste momento o promotor acabou de fazer sua explanação e o julgamento entrou em intervalo. Assim que retornar será a vez de a defesa expor seus argumentos. A expectativa é de que a sentença seja anunciada ainda hoje.

 

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