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Manifestantes contrários ao lockdown conversam com prefeita Margarida Salomão

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O grupo de comerciantes que desde a segunda-feira (8) se reúne para levar às ruas sua insatisfação contra o lockdown em Juiz de Fora voltou a realizar ato na tarde desta quinta-feira (11). Além de manter os discursos sobre os prejuízos e complicações que a medida trouxe aos empresários, uma comissão com cinco representantes foi recebida pela prefeita Margarida Salomão (PT) em uma reunião que durou, segundo os comerciantes, cerca de uma hora e meia.

“Explicamos a demanda de todos os segmentos: comércio, bares, restaurantes, escolas, entre outros. Dissemos o que achamos importante para que a situação seja solucionada. Para isso, conversamos sobre a ocupação hospitalar, vacinação, entre outros pontos”, disse Flávio Souza de Mattos, proprietário de uma loja do segmento de tecnologia da informação.

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Ele ressaltou que a atuação da fiscalização, que eles consideram agressiva, também foi tratada no encontro. “Reclamamos da intempestividade do decreto, que aconteceu de uma hora para outra. Ela (a prefeita) explicou que se assustou com o aumento da taxa de contaminação da doença. Mas informamos a ela que, enquanto estivermos em lockdown, vamos permanecer em protesto, porque somos a favor da liberdade.” Ele acrescenta que há leitos na iniciativa privada que podem ser contratados e outras medidas, como a ampliação da vacinação.

Grupo esteve novamente na sede da PJF e foi recebido pelo Executivo (Foto: Fernando Priamo)

“Ela disse que tem dinheiro reservado para a compra da vacina e, assim que ela possa ser vendida, já está reservada e vai atrás para comprar. Enquanto isso, propusemos a ela que faça um trabalho de conscientização sobre a contaminação nas periferias, porque sabemos que lá está sendo muito mais alta. Que faça isso com a mesma disposição com a qual os fiscais estão tratando os comerciantes, como se fossem bandidos”. Com isso, segundo Flávio, todos os segmentos apresentaram queixas sobre os problemas que têm enfrentado.

Sem violência

Ainda de acordo com o comerciante, outros assuntos também foram conversados, como a situação que envolveu a vereadora Laiz Perrut (PT), na quarta-feira (10), que motivou o registro da ocorrência e, também, a denúncia do caso de comerciante que fez ameaças e também foi denunciado.

“É difícil, porque o povo passou do limite, as pessoas estão mais ríspidas pelo desespero. Mas todos sabem que o nosso movimento é pacífico, legítimo, composto por trabalhadores. Nós não atacamos ninguém, atacamos o problema, independentemente da posição política. Somos contra a violência de qualquer parte “, frisou Flávio. “A nossa solução é manter todas as atividades funcionando, cada uma com o seu protocolo, atuando quem não estiver seguindo as exigências. Conscientizar para o que realmente transmite o vírus. Que as festas, a aglomeração e a confusão sejam os alvos e não o comércio, que não tem mais como pagar a conta.” Ele ainda pontua que apesar de estarem dispostos ao diálogo, não tiveram as demandas contempladas, porque a determinação de fechamento persiste.

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“Nos mantemos à disposição dela. Demos a ideia de tentar um caminho diferente do que tem sido feito até agora, que tem dado errado”, ressalta Flávio. O empresário ainda comenta que nenhum dos comerciantes tem mais reserva ou outras fontes com as quais possam se virar, até que a situação volte a melhorar. Isso é uma fonte de preocupação e reforçaria, segundo ele, a necessidade de reabertura das atividades econômicas.

A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Juiz de Fora para se posicionar tanto em relação à manifestação, quanto em relação à reunião, mas o Executivo preferiu não se manifestar.

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