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Mato alto encobre placas nas rodovias

mato alto e falta de calcada no costa carvalho

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Na altura do Bairro Floresta, na BR-267, placas estão escondidas pelo mato
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Na altura do Bairro Floresta, na BR-267, placas estão escondidas pelo mato

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Corte preventivo da vegetação não foi feito na União e Indústria antes dos feriados

Quem viaja nos próximos dias em razão do carnaval vai precisar de atenção redobrada em algumas estradas da região. As rodovias BR-267, em direção a Leopoldina, e a LMG-874, também conhecida como União e Indústria, até Matias Barbosa, necessitam de manutenção dos órgãos competentes. O problema está no crescimento da vegetação próximo aos acostamentos que, em muitos pontos, cobrem placas de sinalização vertical importantes, que indicam, por exemplo, a velocidade máxima permitida no trecho e a proibição de ultrapassagem. Os flagrantes foram feitos pela Tribuna em 15 de janeiro e novamente ontem, quando foi constatado o agravamento da situação. Na MG-353, que também estava com os mesmos problemas, a correção já foi providenciada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). A situação preocupa, principalmente, pela expectativa de aumento de fluxo durante o recesso. Isso porque todas as estradas do entorno são muito demandadas para esta época do ano, seja em direção ao litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, seja para cidades do interior de Minas Gerais.

Os segmentos visitados pela Tribuna recebem grande fluxo de veículos, sobretudo de caminhões e carretas, até mesmo em dias considerados normais. Nestes mesmos locais, os acidentes são constantes, embora não seja possível relacionar as ocorrências com a necessidade de corte da vegetação. Apenas na União e Indústria foram dois casos com óbitos neste início de ano no segmento que coincide com a BR-267, entre o Bairro Vila Ideal, Zona Sudeste, e a Usina de Marmelos. No outro, em direção a Matias Barbosa (LMG-874), há ainda placas quebradas jogadas ao chão. Condutores que utilizam estas vias com frequência denunciam que, diferente de anos anteriores, o corte preventivo da vegetação não foi feito nem antes dos feriados de fim de ano.

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Na BR-267 até Bicas, a situação se agrava pela estrutura da estrada, formada por pista simples, acostamentos escassos, curvas acentuadas e áreas de subida e descida. Somado a estes empecilhos, há ainda o mato alto, que preocupa e incomoda. O estudante Rômulo dos Santos Pereira, 22 anos, usa a via constantemente para visitar a namorada, moradora de Bicas. “A vegetação está realmente muito alta, e nos impede, inclusive, de parar o carro no acostamento em caso de alguma emergência.” O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) foi procurado ontem para falar da situação, mas não retornou os contatos. Em janeiro, a assessoria de comunicação do órgão havia explicado que os trechos estão sem contrato de manutenção, embora não tenha divulgado há quanto tempo. Na época (16 de janeiro), foi informado que as correções seriam feitas em, no máximo, 30 dias.

De acordo com o chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da 5ª Delegacia de PRF, inspetor Flávio Loures de Barros, até ontem ele não tinha informações de suas equipes com relação à necessidade dos cortes, embora afirme que o problema possa existir. “De um modo geral vale o bom senso do condutor, principalmente no respeito à velocidade. Se a placa não pode ser vista, isso não significa que trafegar a 200 quilômetros por hora seja permitido. Quando a placa coberta é de proibido ultrapassagem, por exemplo, ele pode se informar pela indicação horizontal. O importante é dirigir com atenção, porque o que está em jogo é a vida.”

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Pesquisa CNT

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou, nesta semana, a 18ª edição da pesquisa das rodovias brasileiras. Segundo o levantamento, a BR-267 e a BR-040 apresentaram classificação regular, em conceitos que poderiam ser, em ordem crescente, péssimo, ruim, regular, bom ou ótimo. A rodovia BR-116, que passa por Leopoldina e também é destino para o litoral Norte fluminense e capixaba, foi avaliada como boa. As estradas estaduais da região não foram inseridas no diagnóstico, que levaram em consideração condições de pavimentação, sinalização e geometria.

Operações realizadas para coibir as imprudências

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) já intensificou o monitoramento nas estradas da região, inclusive com reforço no efetivo de outras delegacias próximas. “Já estamos trabalhando, não só com a fiscalização, com o uso de radares e etilômetros, como também a questão da educação no trânsito. Nossa previsão é que o deslocamento maior ocorra a partir da noite de sexta-feira até o horário do almoço de sábado, nos dois sentidos, pois muitos seguem do Rio em direção às cidades do interior de Minas. O retorno deve ser diluído entre a quarta-feira e o próximo fim de semana”, disse o chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da 5ª Delegacia de PRF, inspetor Flávio Loures de Barros.

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Sobre as áreas mais preocupantes, o inspetor cita a BR-040, entre Juiz de Fora e Santos Dumont, por ser de pista simples e sinuosa, e a região de Congonhas e Conselheiro Lafaiete, por ter as mesmas características e ser ainda mais demandada. “Qualquer descuido causa uma colisão frontal. Ontem (segunda-feira) foi exatamente isso, pois estava chovendo, e um dos veículos estava com pneus sem condições de tráfego”, disse, citando a batida que deixou quatro mortos e outros feridos na altura de Ewbank da Câmara.

Ainda conforme o inspetor, o feriado do carnaval é preocupante em razão do tipo de público que é atraído. “São muitos jovens que querem aproveitar até o último dia de folia e viajar em seguida, às vezes até durante a madrugada de terça para quarta-feira. É importante reservar um tempo para descansar, porque o caminho de volta pode ser longo e, às vezes, até lento, por conta do trânsito e da chuva.” O inspetor ainda reforçou a necessidade de manter a manutenção dos veículos em dia. Segundo ele, ainda é tempo de procurar a oficina para verificações essenciais, como alinhamento, balanceamento e troca dos pneus.

A Concer, concessionária que administra a rodovia BR-040 entre o Rio de Janeiro e Juiz de Fora, deve divulgar hoje a expectativa de tráfego, mas a assessoria de comunicação da empresa adiantou que os serviços de auxílio ao condutor, como os reboques, serão reforçados no carnaval. Já a Via-040, responsável pelo segmento entre Juiz de Fora e Brasília (DF), disponibilizará 550 colaboradores na estrada, com o uso de mais de 20 veículos e inspeção, 29 ambulâncias e 35 guinchos durante 24 horas. Além disso, entre a cidade e a capital federal estão à disposição 21 postos de atendimento ao usuário, com banheiros, fraldários, água e área de descanso.

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A concessionária alerta para a necessidade de redobrar os cuidados no km 683, em Ressaquinha, onde é feito um trabalho de reconstrução da pista danificada com as chuvas do início do mês. Já no km 642 (Conselheiro Lafaiete) e km 714 (Barbacena), existe a possibilidade de interdição parcial da estrada entre domingo e terça-feira. Nestes pontos, serão construídas as praças de pedágio.

Aumento de veículos a partir de sexta-feira em vias da região

O tenente Jader Augusto, do Pelotão de Trânsito Rodoviário da Polícia Militar, também espera aumento no tráfego, principalmente entre a tarde de sexta-feira e o fim do dia de sábado. Segundo ele, as estradas da região são muito demandadas por causa do carnaval de cidades como Rio Novo, Bicas, Mar de Espanha, Rio Pomba e Rio Preto. “Os trechos mais perigosos são o da MG-353, entre Juiz de Fora e Coronel Pacheco, e MG 133, de Piau a Tabuleiro, por serem sinuosos, com poucos locais de ultrapassagem e falta de acostamento. Há ainda a MG-447 de Ubá a Visconde do Rio Branco, onde há grande fluxo de veículos e motos, e a BR-120, de Viçosa a Teixeiras, por ser sinuoso, com longo trecho de aclive e declive.” Conforme o tenente, as operações serão feitas com intuito de evitar os acidentes. Serão empregados, inclusive, policiais do setor administrativo para reforçar os trabalhos, que contarão com abordagens educativas e repressivas, colocação de radares móveis e presenças de viaturas em pontos onde o risco de acidentes é maior.

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