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Obra do novo Fórum chega à fase de construção de pilares

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Foto: Fernando Priamo

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Finalizado o estaqueamento, edificação passa agora pela constituição das cortinas de contenção e das vigas de travamento dos blocos; em seguida, será feito o levantamento das duas torres que comporão o prédio (Foto: Fernando Priamo)
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Após intercorrências, a construção do novo Fórum da Comarca de Juiz de Fora chegou à fase de constituição das cortinas de contenção e vigas de travamento dos blocos, etapa que precede o levantamento das paredes das duas torres que comporão o prédio. A obra, que terá custo total de cerca de R$ 65 milhões, tem previsão de término para junho de 2021, quando a atual estrutura onde funciona o Fórum será repassada para a Câmara Municipal de Juiz de Fora. O novo prédio forense ficará localizado às margens da Avenida Brasil, no Terreirão do Samba.

Em julho, após o término da etapa de fundação do terreno do novo Fórum, problemas técnicos foram identificados no local. Como consequência, houve uma paralisação de cerca de um mês na operação, o segundo atraso desde o início das obras, em 2018. “(O primeiro problema) foi uma dificuldade em questões do encercamento da área. Havia uma via que passava dentro do terreno, e algumas questões geraram esse pequeno atraso no início, que foi recuperado até fevereiro deste ano. Agora, em junho, com essa questão (problema na fase de edificação), houve mais um pequeno atraso de uns 30 dias”, explica a diretora do Fórum de Juiz de Fora, Raquel Gomes Barbosa. Após a paralisação, a fase de estaqueamento já foi finalizada.

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Os fatos inesperados ocorridos durante a construção, segundo a diretora, são decorrentes do local escolhido para o prédio. “Pelo que nós temos de informação, quando da construção do que hoje é o atual prédio da Prefeitura, à época da rede ferroviária, houve, também, uma acomodação de solo. Foi feito um estudo prévio, claro, mas como é um terreno que margeia o rio, ele apresenta essa variação”, explica Raquel. No entanto, afirma a diretora, o atraso não deverá incidir no tempo da entrega. “Segundo o engenheiro residente, isso (atraso) é recuperável até o início do próximo ano. Ele não identifica isso como um atraso significativo para o cronograma de entrega da obra”, afirma.

Outro fator que justifica o otimismo da juíza com o cumprimento do prazo estipulado inicialmente é o histórico das empreiteiras que compõem o consórcio que realiza as obras, a Endeal e a Oros Engenharia, ambas de Curitiba (PR). “Outra coisa que nos salta ao olho e que nos parece interessante é que essas duas empresas são muito conceituadas por terem construído prédios forenses em todo o estado, e elas têm cumprido rigorosamente o cronograma, até porque tem uma multa prevista para o caso de atraso”. A Endeal é responsável pela construção do Fórum de Araxá, no triângulo mineiro, e também por edificação forense no município de Pato Branco (PR). A Oros, por sua vez, realizou trabalhos sobretudo no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Próximas etapas

Após o término das cortinas de contenção e vigas de travamento, além da concretagem dos blocos e cintas das juntas A e B – braços da edificação forense -, etapa prevista para dezembro, o prédio começará a ser erguido, quando será mais fácil visualizar o aspecto final do Fórum. “Nos dias 6, 12 e 19 de dezembro eles terminam a concretagem do bloco e cintas da junta A e começam a da junta B. Até o dia 19 de dezembro, nós teremos tudo concretado, cortinas, pilares e cintas, tudo pronto. Aí, eles começam a levantar o prédio”, explica Raquel.

Mudança da câmara

A Câmara Municipal deixará o Palácio Barbosa Lima para se instalar no Edifício Benjamin Colucci, onde hoje funciona o Fórum, após a finalização da construção do prédio da Avenida Brasil, como parte do acordo firmado entre os poderes Judiciário e Executivo. Não ficou acertado, porém, um prazo máximo para que o Palácio seja disponibilizado, ficando condicionado ao término das obras do novo Fórum.

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A nova sede do fórum terá sete pavimentos e estacionamento com capacidade para 219 veículos. Ao todo, poderá abrigar até 40 varas, numa área de cerca de 21 mil metros quadrados. Deverão ser erguidas, também, estruturas auxiliares, como bicicletário.

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