Para comemorar o Dia das Crianças, o 27º Batalhão de Polícia Militar (27º BPM) realiza nesta segunda-feira a Blitz Educativa da Valorização da Criança. O objetivo é chamar a atenção da população para o resgate de valores sociais e culturais desta parcela da população. O evento acontece a partir das 9h, em frente à sede da unidade, que fica na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, Bairro Jóquei Clube, na Zona Norte.
Além de policiais do batalhão voluntários à causa social, a blitz contará com a presença da juíza da Vara da Infância e Juventude, Maria Cecília Gollner Stephan, e de crianças assistidas pela casa de acolhimento Lar de Laura. Elas distribuirão panfletos de conscientização e valorização da infância e lembrancinhas confeccionadas pelos participantes do projeto “Corujinhas”, realizado pelo 27º Batalhão.
Conforme explica o tenente-coronel Sebastião Justino, comandante do 27º BPM, o “Corujinhas” ensina artesanato a crianças de escolas públicas, esposas de militares, mulheres vítimas de violência e adolescentes acautelados. Segundo o militar, além de estimular a criatividade e a habilidade manual, o projeto trabalha uma atividade que, no futuro, pode se tornar fonte de renda para as famílias dos participantes.
Projeto ‘Corujinhas’
Um dos braços do projeto “Corujinhas” acontece junto aos 66 adolescentes acautelados em Juiz de Fora. Por se tratar de jovens que cometeram crimes, Justino esclarece que há um cuidado para que eles não usem objetos cortantes. Por isso, o material é entregue já cortado e pronto para ser montado. “É importante mostrar a esses adolescentes que o Estado que apreende também estende a mão. Buscamos resgatar a autoestima deles, apresentando novas perspectivas para a formação profissional”, diz.
O trabalho do 27º BPM junto aos alunos das escolas públicas municipais acontece de outra forma. A cada 15 dias, o batalhão recebe grupos com até 30 crianças, que aprendem as técnicas do artesanato. “Queremos trazê-las para o quartel para que elas vejam a polícia com uma referência profissional.”
As crianças ainda participam de um outro projeto, o teatro “Vovô e Vovó Geraldo”, interpretado por policiais do próprio batalhão. De forma lúdica, eles contam histórias de sucesso e insucesso que estão bem próximas da realidade em que vivem. São abordados temas como o uso de drogas, a violência e a gravidez na adolescência e apresentados exemplos de pessoas que escolheram o caminho do estudo. “A parte social faz a diferença, pois é o caminho para a prevenção. Meu trabalho, enquanto policial, é este. A repressão acontece quando a prevenção não pode ser feita”, conclui o comandante.
