Uma mulher de 63 anos chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte de Juiz de Fora no final da manhã de ontem. Segundo informações da Polícia Militar, a suspeita inicial era de que a moradora do Jardim Natal, Zona Norte, teria sido agredida pelo próprio filho de 41 anos, que chegou a ser preso e contra o qual ela já havia registrado ocorrências de agressão. Porém, o caso tratado inicialmente como homicídio, foi alterado após a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal (IML) que apontou a morte como “natural”. Desta forma, a natureza da ocorrência também precisou ser alterada.
Conforme o documento policial, o filho que foi detido teria chamado um irmão para ajudar a socorrer a mãe, que, segundo ele, estaria tendo uma convulsão. Quando o homem, 39, chegou ao imóvel da família, o irmão alegou que teria tido uma discussão com a mãe e que ela teria caído durante a divergência entre eles.
O filho mais novo socorreu a mãe e a levou para a UPA Norte. No local, segundo o boletim de ocorrência, a mulher chegou com parada cardiorrespiratória, e os médicos da unidade não conseguiram reanimá-la. Na unidade, foram constatados edemas de face, traumatismo craniano e “possibilidade de agressão”. Diante dos fatos, os policiais se deslocaram até a casa da senhora e prenderam o homem de 41 anos.
No início da noite, o laudo de necropsia foi divulgado, apontando que a mulher não havia sido agredida. O suspeito, que havia sido levado para a delegacia, foi liberado.
