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Homem morre atingido por trem na Benjamin

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Pedestres atravessam a linha pulando os vagões
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Pedestres atravessam a linha pulando os vagões

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Atualizada às 21h23

Um homem de 60 anos morreu após ser atingido pelo trem, por volta das 17h30, na passagem de nível da Rua Benjamin Constant, no Centro. O acidente paralisou o trânsito na região central no horário de pico, causando congestionamentos que se estenderam pelas avenidas Francisco Bernardino, Rio Branco, Itamar Franco e vias adjacentes. Muitos pedestres se arriscaram e pularam a composição, mas Polícia Militar, Guarda Municipal e seguranças da MRS Logística foram acionados para impedir novos acidentes. Um homem acabou detido por desobediência e desacato aos militares. 

Segundo testemunhas, o maquinista chegou a acionar o apito por diversas vezes, mas o homem não deixou a linha férrea. Com a violência, o corpo foi mutilado. Somente após a chegada da perícia da Polícia Civil, a composição pode ser removida, já por volta das 19h, e o corpo identificado como sendo de Nelson dos Santos. 

"Estava na janela da minha casa, olhei para cá e vi o trem apitando. De repente, vi que o senhor não saiu da linha. Foi horrível. Acionei o Resgate e o Copom", relatou o militar Geraldo da Silva Fartes, 30 anos. 

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A assessoria da MRS informou que as imagens mostram que o homem permaneceu sobre a linha com a aproximação da composição. De acordo com a chefe do Departamento de Proteção Especial da Amac, Alexandra Rossi, informações preliminares apuradas pela equipe de abordagem da Amac, que esteve no local do acidente, apontam que o homem atropelado estava em situação de rua e não era de Juiz de Fora. "Ele estava na cidade há alguns meses e não havia passado por nenhum dos nossos programas." Ela afirmou que casos como o desta quinta-feira (10) não são comuns entre os assistidos, mas que preocupam, já que as unidades da Amac ficam nas proximidades da linha férrea. 

Rotina alterada

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Quem estava no trânsito reclamou do transtorno. "Já passou da hora de o trem sair de dentro da cidade. E nesta interseção é preciso uma obra para pedestres, pelo menos. O risco é iminente", aponta o representante comercial Sérgio Castelano, 46. "Deveria pegar meu filho no colégio e, até agora, estou aqui e preocupada, pois o colégio fecha", reclama a secretária Elisabeth Lourenço, 48. 

Para os motoristas que seguiam dos bairros da Zona Leste para o Centro, o desvio era feito pela Rua Calil Ahoaugi, Avenida Brasil e Viaduto Augusto Franco. Quem trafegava no sentido inverso seguia pela Avenida Francisco Bernardino, Avenida Rio Branco e Rua Marechal Setembrino, já no Bairro Ladeira. 

 

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