
Apicultor recolheu abelhas e as levou para criadouro
Um enxame escolheu a agitação de um dos principais cruzamentos da cidade para descansar, no final da tarde de ontem. As abelhas se alojaram em um semáforo de pedestres na esquina das avenidas Rio Branco e Presidente Itamar Franco, no Centro. A cena curiosa chamou a atenção de transeuntes e motoristas. Três pessoas chegaram a ser picadas, mas não precisaram de atendimento médico. O grupo de insetos foi retirado por volta das 17h30, quase uma hora e meia após o Corpo de Bombeiros ser acionado para atender a ocorrência. A calçada onde estava o enxame foi isolada, e os pedestres precisaram transitar pela rua. Uma das pistas da Rio Branco, no sentido Bom Pastor, foi interditada para veículos, o que causou retenções na via no horário do rush. Quatros agentes de trânsito e um policial militar do Pelotão de Trânsito foram empenhados para organizar a circulação de pessoas e veículos na região.
Utilizando um fumigador, cuja função é produzir fumaça para garantir um manejo seguro dos insetos, o apicultor Maxwell Ladeira foi acionado pelos bombeiros e coletou as abelhas com as mãos – protegidas por luvas -, depositando-as em uma caixa de papelão e outra de madeira. Conforme o profissional, que contou com a ajuda de um biólogo que passava pela rua, o enxame provavelmente se dividiu, num processo natural conhecido como enxameação. Aquele grupo específico se alojou no semáforo em busca de um espaço provisório, e, dentro de um ou dois dias, as abelhas procurariam outro local para se estabelecer de forma definitiva. "(Nessa situação) As abelhas não ficam muito bravas, pois não têm um instinto de defesa. Quando o enxame já está instalado, com cria e mel, o instinto é diferente, e elas ficam mais bravas", explica o especialista, que é comumente acionado pelos bombeiros neste tipo de situação.
Enquanto aguardavam o apicultor, sete homens do Corpo de Bombeiros estiveram no local para evitar o ataque dos insetos. A mangueira de incêndio do caminhão militar ficou o tempo todo pronta para ser usada caso houvesse um ataque em massa.
"Existem casos nos quais nós mesmos conseguimos capturar as abelhas. À noite, por exemplo, fica mais fácil, pois elas dormem, e a retirada fica mais tranquila. Hoje foi uma situação um pouco mais complicada, até porque oferecia risco para os pedestres", explicou o tenente Douglas Freitas Müller, do Corpo de Bombeiros.
Após resolver o problema no Centro, o apicultor levou as abelhas para sua criação. "Vamos ver se, em janeiro ou fevereiro, elas dão um melzinho para gente colher", disse, com bom humor.

