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Rio Branco é via mais violenta de JF

a grande circulacao de pessoas na rio branco exige atencao redobrada de motoristas e pedestres marcelo ribeiro09 09 16

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A grande circulação de pessoas na Rio Branco exige atenção redobrada de motoristas e pedestres (Marcelo Ribeiro/09-09-16)
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A grande circulação de pessoas na Rio Branco exige atenção redobrada de motoristas e pedestres (Marcelo Ribeiro/09-09-16)

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Trinta e nove pessoas foram atropeladas na Avenida Rio Branco, em Juiz de Fora, apenas entre janeiro e agosto deste ano. Este número, divulgado pelo Pelotão de Policiamento de Trânsito (PPTran) da Polícia Militar, faz dela a mais perigosa de todo o município. A segunda colocada é a Avenida JK, com o registro de 15 ocorrências, enquanto a Getúlio Vargas é a terceira, com 14 (ver quadro). O mais recente dos acidentes na Rio Branco, na última quinta-feira, ainda repercute em toda a cidade. A mulher, 40 anos, teve a perna esquerda amputada após ficar presa sob a roda de um ônibus, que seguia no sentido Bom Pastor/Manoel Honório. Ela permanece internada no HPS. O fato soma-se a outros três graves ocorridos no intervalo de um mês, pois, em agosto, três idosos morreram após serem atingidos por carros e ônibus na via. Os últimos acontecimentos não podem ser considerados fatos isolados. Prova disso é que, em todo o ano passado, foram 70 atropelamentos na avenida.

Não é possível afirmar que todos os atropelamentos na Rio Branco ocorrem por imprudências, mas o comportamento de condutores e pedestres é questionável nas ruas. Ontem a Tribuna voltou à via, durante a tarde, e flagrou diversos abusos. Pessoas atravessando fora da faixa, desatentas, com celulares nos ouvidos e nas mãos, e avançando o semáforo foram situações facilmente observadas. Para o mestre em engenharia de transportes José Luiz Britto Bastos, falta respeito: “A culpa é recíproca. O volume de tráfego é grande, assim como o fluxo de pessoas. Na minha opinião, falta também fiscalização mais presente, porque hoje não vemos agentes de trânsito na avenida, é muito raro. As câmeras instaladas não são suficientes para coibir as atitudes incorretas.” Hoje há câmeras do sistema de monitoramento nos seguintes cruzamentos da Avenida Rio Branco: com Avenida Brasil, Avenida Francisco Bernardino, Avenida Getúlio Vargas, Rua Floriano Peixoto, Avenida Itamar Franco, Rua Dr. Romualdo e Rua Dr. José Procópio Teixeira.

Outro fato destacado pelo especialista é o transtorno que um acidente provoca em toda a cidade. Na quinta-feira, após o atropelamento, um verdadeiro nó se formou nas vias paralelas e perpendiculares à Rio Branco. Nela, as retenções podiam ser observadas desde o Manoel Honório até o Bom Pastor, principalmente por causa da interrupção de tráfego na pista central, destinada ao transporte coletivo. “Seria necessário ter uma equipe preparada, com um plano de ação, para agir nestas circunstâncias, tanto para otimizar o socorro da vítima como para promover a limpeza e a consequente liberação da área.” De acordo com Britto, é preciso pensar, também, em medidas que visam à diminuição da velocidade média dos veículos no local, com o objetivo de preservar a vida. “Alguma coisa precisa ser feita, porque o fluxo de mão dupla, na faixa central, confunde muito as pessoas.”

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Conscientização

Segundo o titular de Transporte e Trânsito, Rodrigo Tortoriello, não há medidas planejadas de engenharia de tráfego na Rio Branco, mas a questão da velocidade média pode vir a ser estudada. Ele reforça que os acidentes na avenida ocorrem, em muitos casos, por imprudência, mas também ressalta que a via se destaca por causa de suas características. Ou seja, recebe fluxo muito maior de pedestres do que as demais palco de acidentes. “São trabalhos educativos que já fazemos e devem continuar. Estamos em uma época de mudanças de hábito, quando a tecnologia está jogando contra a questão do bem-estar social”, disse, citando principalmente o uso de celular no trânsito, tanto por motoristas como por pedestres. “Quando elas apenas atendiam o telefone, o risco era menor. Agora elas acessam redes sociais e jogam enquanto andam ou dirigem.”

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Estes assuntos serão discutidos durante a Semana Nacional do Trânsito, a partir do dia 18. Neste ano, o slogan é “Eu sou + 1 por um trânsito + seguro”. O secretário afirma que a ideia é engajar todos os atores envolvidos de forma que eles participem mais ativamente das discussões, incluindo a população e a imprensa.

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Mulher atingida por ônibus teve a perna amputada

A mulher de 40 anos atropelada por um ônibus na Avenida Rio Branco, no Centro, na quinta-feira, teve a perna esquerda amputada, conforme informou ontem a assessoria da Secretaria de Saúde. Segundo a pasta, a paciente permaneceu internada na sala de urgência do HPS, lúcida, orientada e com quadro considerado estável.

O acidente aconteceu na tarde de quinta-feira, quando a vítima tentava cruzar a pista central da avenida pela faixa de pedestres entre as ruas Braz Bernardino e Santa Rita. O motorista, 41, que conduzia o coletivo da linha 106 (Parque Independência/Jardim Gaúcho), pertencente ao Consórcio Via JF, disse à Polícia Militar que trafegava no sentido Centro/Manoel Honório, quando a pedestre teria atravessado sem olhar para ambos os lados. Ele acrescentou que a filha da vítima, 10, teria tentado puxá-la por um dos braços, para impedi-la de continuar o trajeto. O condutor afirmou que freou e desviou para a contramão, mas não conseguiu evitar o atropelamento.

A mulher ficou com a perna esquerda presa embaixo de uma das rodas do ônibus e sofreu esmagamento no membro. A perna direita também ficou lesionada. O Corpo de Bombeiros e o Samu atuaram para resgatar a vítima, que foi retirada após um macaco hidráulico içar o ônibus, sendo encaminhada para o HPS. O trabalho foi acompanhado por dezenas de curiosos. O acidente deixou o trânsito tumultuado na região central até o fim da tarde, já que a pista central da Rio Branco ficou interditada, e os ônibus foram desviados para as faixas laterais.

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