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Restaurante amplia horário por causa de fila de espera

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A abertura passou a ser feita às 10h; antes, o horário era de 11h a 14h
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A abertura passou a ser feita às 10h; antes, o horário era de 11h a 14h

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Uma semana após o início do funcionamento do Restaurante Popular de Juiz de Fora, a iniciativa é aprovada pelos usuários, mas o que ainda se vê é reclamação sobre a fila para acesso ao atendimento. "O tamanho assusta bastante. Mas, pelo preço, tem que ter fila mesmo", comentou a estudante Fernanda Silva, que ocupava o último lugar por volta das 12h15 de ontem. A auxiliar de almoxarifado Gabriela Barbosa, apesar de poder ficar na fila preferencial, guarda lugar na outra para a sobrinha que sai do serviço mais tarde. "Ela chega aqui ao meio-dia e pega o lugar. A gente espera de uma hora para mais." Para tentar reduzir o problema, o horário de atendimento do restaurante foi ampliado em uma hora. A abertura passou a ser feita às 10h. Antes, o horário era de 11h a 14h. A antecipação agradou e beneficiou quem estava cedo na fila. "Cheguei às 9h55 e não fiquei nem dez minutos esperando. Está tudo muito bom", falou a dona de casa Celeste Maria Miguel.

A Secretaria de Assistência Social (SAS), que acompanha o atendimento no Restaurante Popular diariamente, fez outras adequações desde a inauguração, no último dia 3. No segundo dia de funcionamento, foi criada a fila preferencial destinada a gestantes, idosos e pessoas com deficiência, com acesso pela Rua Halfeld. Os demais clientes, inclusive os 300 cadastrados pela SAS que almoçam sem custo, como catadores de materiais recicláveis e moradores de rua, passam pela outra entrada que fica no estacionamento do Mercado Municipal. A mudança ainda provoca confusão porque não há placa informando a prioridade das filas. A organização é realizada por guardas municipais e funcionários da SAS.

Atendimento

A reportagem da Tribuna acompanhou a movimentação no Restaurante Popular durante estes primeiros dias de funcionamento. Por volta do meio-dia, quando há maior concentração no local, a fila preferencial chega a contar com cerca de 60 pessoas. Na outra, um pouco mais extensa, ficam em torno de cem pessoas. Primeiro, o grupo passa por um caixa para fazer o pagamento da refeição no valor de R$ 2. Há dois funcionários, um para cada entrada. No ponto onde há encontro das duas filas, outro empregado controla o acesso ao salão onde é servido o almoço. Os usuários passam pelos lavatórios, onde fazem obrigatoriamente a higienização das mãos. Uma catraca, usada com auxílio de um funcionário, controla a passagem para o balcão das refeições. Um atendente entrega os talheres e, em seguida, o usuário é servido por seis profissionais da Servir, empresa vencedora de licitação pública, e cada uma é responsável por um tipo oferecido no cardápio. Outras duas funcionárias servem os sucos e sobremesas. Próximo ao balcão, duas pessoas atuam exclusivamente auxiliando e direcionando os clientes até as mesas do refeitório.

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A estrutura tem capacidade para atender 325 pessoas simultaneamente, espaço que tem sido suficiente para o público durante o processo de entrada e saída dos grupos.

 

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Média diária de 1.400 atendidos

De acordo com a secretária da SAS, Tammy Claret Monteiro, o restaurante tem recebido uma média de 1.418 pessoas por dia, podendo fornecer até três mil refeições diárias. "Estamos preocupados com a qualidade de atendimento. E atentos ao tempo que essa combinação vai gastar. Estamos fazendo ajustes desde a inauguração. É uma etapa de adaptação nossa e também da população que passou a usar esse serviço." Segundo Tammy, as reclamações estão chegando, e as soluções estão sendo estudadas. Algumas pessoas questionam, inclusive, a necessidade de mais profissionais no atendimento do balcão. "O espaço é limitado. Não dá para ter duas pessoas servindo a mesma panela, uma única cuba." Para a secretária da SAS, o público presente nesses primeiros dias ainda conta com muitos curiosos, que não necessariamente serão os frequentadores assíduos. "Muita coisa ainda vai mudar, e estaremos acompanhando esse processo."

Para muitos, o Restaurante Popular só merece elogios. Entre eles, estão os assistidos pela SAS, que recebem tickets diários para poder comer sem custo. "É a primeira vez que venho. Costumava comer no albergue, que é até mais perto. Mas esse espaço aqui vai ser muito importante para mim", relatou o morador de rua, José Manoel Cipriano. Moradora da Zona Norte, a dona de casa Maria Célia Miguel comemora. "É a primeira vez que venho. Toda vez que estiver no Centro, vou almoçar aqui porque está tudo muito bom. E para a fila, paciência."

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