A obrigatoriedade da instalação de um dispositivo de alerta nos táxis e da identificação de passageiros no período noturno, além da criação de um modelo de monitoramento da frota de veículos, foram debatidas na manhã desta quarta-feira (10) em reunião dos taxistas com as polícias Civil e Militar, a Settra e o Poder Legislativo. No encontro, a PM também cogitou adotar mudanças nas operações Para-Pedro que, além de verificar a documentação e situação dos veículos dos taxistas, seriam direcionadas para a segurança da categoria, verificando documentos também dos passageiros. A reunião aconteceu na 4ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), no Bairro Nova Era, Zona Norte. O capitão da 3ª Companhia de Missões Especiais (CME), Mário César Polidoro, repassou dicas de autoproteção aos motoristas. Apesar de a participação dos taxistas ter sido baixa, a iniciativa foi vista com otimismo pelos representantes da classe.
Se essas medidas virarem lei, vamos nos sentir mais seguros, afirmou o presidente da Associação dos Taxistas, Luiz Gonzaga Nunes. Ele comentou o baixo quórum no encontro, lembrando a importância da presença dos profissionais. Quem trabalha à noite, dorme de dia, e muitos estavam em horário de serviço. Mesmo sabendo disso, ficamos decepcionados, porque o comparecimento seria importantíssimo. Eles não podem aparecer só quando estão em dificuldade. Já o presidente do Sindicato dos Taxistas, Aparecido Fagundes, destacou a necessidade de medidas de autoproteção: como reparar se o passageiro possui volume na cintura, e não parar em locais ermos e mal iluminados. Nossa profissão é de risco. Eu mesmo já fui assaltado quatro vezes.
Segundo Isauro Calais, que convocou a reunião, está em tramitação na Câmara Municipal o projeto de lei que obriga o passageiro a apresentar documento de identificação, caso solicitado, no período das 18h às 6h. Sempre recebi reclamações sobre a violência contra os taxistas e, após nos reunirmos, há quatro meses, criamos o projeto, que está passando pelas comissões. Pela proposta, o motorista poderia recusar o passageiro que negasse se identificar. Também queremos buscar outros caminhos e estamos estudando, junto com a Settra, a possibilidade de criarmos uma central de monitoramento.
De acordo com o vereador, a vigilância poderia ser feita com a instalação de microcâmaras nos carros ou por sistema de GPRS. Se algum motorista estivesse em apuros, a central saberia sua localização. Outra medida para inibir assaltos seria tornar obrigatório o uso do dispositivo de alerta em cima dos táxis. Nesse caso, o taxista acenderia a luz quando estivesse em perigo, e o sinal seria percebido por outros motoristas. O equipamento custa R$ 30, mas ninguém usa porque não é obrigatório, concluiu o parlamentar.
