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Arborização urbana vira problema

tronco com aspecto de podre e observado na rua monsenhor gustavo freire

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Tronco com aspecto de podre é observado na Rua Monsenhor Gustavo Freire (Foto: Marcelo Ribeiro)
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Na Rua Trieste Trentini, no Vale do Ipê, estrutura está inclinada e rachada (Foto: Marcelo Ribeiro)

Juiz de Fora dispõe de inúmeras espécies plantadas no perímetro urbano, mas a arborização não necessariamente significa qualidade. Em ruas e avenidas, árvores danificadas são observadas em diversas regiões, sendo algumas com risco aparente de queda. Troncos podres, estruturas inclinadas, galhos sobre a rede elétrica e danificando calçadas são algumas das situações flagradas pela reportagem ao longo do último mês, evidenciando um problema que se torna latente no período chuvoso. Em março, por exemplo, uma árvore caiu em plena Avenida dos Andradas em horário de rush, ficando pendurada sobre a rede elétrica, o que impediu a copa de atingir o ponto de ônibus, em frente à Igreja da Glória. Outro caso de destaque aconteceu em dezembro, quando a queda, após uma tempestade, fechou o trânsito da Rua Monsenhor Gustavo Freire, no Dom Bosco, Zona Sul. Em outubro passado, uma árvore também caiu na Rua Benjamin Constant, que ficou interditada no trecho entre a Rua Tiradentes e a Avenida Olegário Maciel, no Bairro Santa Helena.

Apesar de ser uma situação recorrente, Juiz de Fora não conhece o tamanho do seu problema, embora tenha hipóteses para a causa. Conforme o chefe do Departamento de Educação Ambiental e Proteção dos Recursos Naturais da Secretaria do Meio Ambiente (SMA), Wesley Cardoso, as árvores no perímetro urbano foram plantadas, em sua maioria, nas décadas de 1980 e início da de 1990, mas sem nenhum controle e planejamento. “Estamos colhendo atualmente os frutos desta ação. Isso nos leva a crer que, naquela época, não se pensou sobre uma arborização viária adequada”, argumentou, afirmando que as espécies plantadas, embora diversificadas, são inadequadas.

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A Prefeitura não dispõe hoje de uma equipe para ir às ruas catalogar e identificar as árvores em risco. Mas a SMA age, conforme Wesley, a partir das solicitações dos moradores. Segundo ele, diariamente quatro analistas, engenheiros florestais, vão às ruas promover vistorias e solicitar corte ou poda à Empav. São cerca de 110 análises por mês, tanto em via pública como em áreas privadas, muitas motivadas pela preocupação de queda. “Quando a remoção se faz necessária, a secretaria recomenda o plantio de espécie adequada para uma área próxima. Desta forma, mantemos a qualidade do ambiente.”

Georreferenciar

O Plano Municipal de Arborização Urbana, aprovado no ano passado na Câmara Municipal, e já sancionado pelo prefeito, prevê a identificação de todas as árvores plantadas em vias públicas da cidade, por meio de um inventário georreferenciado. No entanto, o início deste trabalho ainda é incerto, conforme Wesley. Segundo ele, por estar em período eleitoral, o Executivo não pode mais licitar tal serviço. “É uma ação que vai demandar muito tempo e dinheiro, então também será preciso captar recursos para isso.” O plano também prevê a definição de diretrizes para planejar e implantar arborização em toda a cidade, inclusive em corredores de tráfego.

Paralelamente é desenvolvido pela SMA o projeto Cidade Verde. Desde 2013, 240 mil mudas de espécies nativas do bioma da Mata Atlântica foram plantadas na cidade, com objetivo de criar corredores ecológicos.

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Solicitações de análises de árvores podem ser registradas no telefone 3690-7118. Em caso de risco iminente, é possível acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

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