O segundo dia de palestras da Semana de Comunicação da Arquidiocese de Juiz de Fora, ontem, teve a participação da delegada da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Helen Sardenberg, especialista em crimes da internet. Ela se tornou conhecida após ficar dois anos à frente da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), pioneira do país na área. A delegada defende que policiais civis de todo o país sejam capacitados a apurar crimes cometidos na rede mundial de computadores, mesmo que a maioria dos municípios, como Juiz de Fora, não tenha delegacias especializadas.
Conforme Helen, os crimes contra a honra – calúnia, injúria e difamação – são os mais recorrentes na DRCI, especialmente após o surgimento das redes sociais. Apesar da sensação de anonimato de quem comete um delito virtual, a delegada argumenta que a internet não é terra sem lei, e que a maior parte dos crimes cibernéticos pode ser apurada com base na legislação vigente. Segundo ela, um grupo pequeno de casos, cerca de 5%, necessitaria de leis específicas.
A Semana de Comunicação da Arquidiocese segue até o próximo sábado. Hoje, às 19h30, o padre Camilo de Paiva, mestrando da Pontifícia Universidade Salesiana (Roma), fala sobre a Comunicação nos documentos da Igreja, da Inter mirifica aos nossos dias.
