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Reintegração de posse desocupa 39 residências no Novo Triunfo II

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Atualizada às 20h25

Operação, iniciada por volta das 6h, contou com o auxílio de vários órgãos (Foto: Marcelo Ribeiro/09-12-15)

Trinta e nove famílias foram alvo de uma ação de reintegração de posse nesta quarta-feira (9) no condomínio Novo Triunfo II, na Zona Norte de Juiz de Fora. Os imóveis vinham sendo ocupados irregularmente desde junho e, conforme a Emcasa, trata-se de um condomínio consorciado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo federal. O pedido de desocupação foi iniciativa dos próprios moradores sorteados, que tiveram as casas ocupadas antes de se mudarem. A Justiça Federal acatou a solicitação, determinando a saída das famílias. Quinze delas, totalizando 57 pessoas, foram conduzidas ainda nesta quarta para o Cesporte, no Bairro Santa Terezinha. Além das polícias Militar e Federal, que coordenaram a iniciativa, integrantes da Prefeitura, Defensoria Pública Federal, Ministério Público, Bombeiros, Caixa Econômica, bem como assistentes sociais e vereadores participaram da ação.

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Os trabalhos tiveram início por volta das 6h e, conforme o assessor de comunicação da 4ª Região da PM, major Marcellus de Castro Machado, o processo de desocupação ocorreu sem intercorrências. Não houve confronto, e os moradores deixaram as casas de forma pacífica. De acordo com o major, antes da ação, os envolvidos participaram de reuniões onde foi discutida a forma como seria realizada a abordagem. Além disso, todos os moradores do residencial foram catalogados, e houve o cuidado de analisar a presença de pessoas com necessidades especiais, além de idosos e crianças. “A preocupação é que a desocupação fosse feita da forma mais responsável possível. Acompanhamos os oficiais de justiça para que a saída fosse respeitada”, disse, acrescentando que a ação terminou por volta de 13h30.

A assessoria da Regional Sudeste de Minas da Caixa Econômica informou que entrou com o pedido de reintegração das unidades, como forma de garantir o direito dos reais beneficiários selecionados pela Prefeitura, conforme as regras do programa. A Caixa ressaltou, ainda, que, após a retomada dos imóveis, as unidades serão vistoriadas e direcionadas às famílias devidamente selecionadas pelo Poder Público.

A assessoria de comunicação da Prefeitura informou que as famílias encaminhadas para o Cesporte estavam sendo acompanhadas por cinco assistentes sociais. Uma reunião foi realizada, na noite desta quarta, para definir o futuro dos ex-moradores do residencial. Segundo o subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Social, Rogério Rodrigues, que participou da reunião, foi criado um grupo com integrantes de várias secretarias para conversar com as 15 famílias. Rogério deixou claro que o processo de reocupação foi coordenado pela Caixa e que a Prefeitura está apenas dando suporte às ações, no sentido de assistir as famílias. No entanto, ele ressaltou que há critérios a serem obedecidos no setor de habitação, não havendo “garantias de acesso à moradia”para estas famílias. O subsecretário informou, ainda, que os abrigados no Cesporte estão sendo cadastrados e serão encaminhados para todos os programas da Prefeitura, seja na saúde, vaga em escola para as crianças e projetos sociais. “O nosso papel é o social. As famílias serão encaminhadas, e nossa intenção é que fiquem o menor tempo possível no abrigo;”

Famílias

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A auxiliar de serviços gerais Cilamara dos Santos, 31 anos, disse à Tribuna que decidiu ir para o residencial por não ter onde viver com os cinco filhos. Ela está preocupada com o destino da família, que morava de favor com parentes. “Sou mãe solteira, estou com um problema no braço e não posso trabalhar. Meu filho tem crise asmática e precisa de cuidados especiais, por isso não posso ficar em qualquer lugar.” Ela conta que está há mais de dez anos na fila de espera para o “Minha Casa, Minha Vida”. A dona de casa Glaucilene Feliciano, 27, também está temerosa com relação ao destino de sua família. Ela conta que possui um filho com deficiência mental, e por isso não pode trabalhar. “Pagávamos aluguel, mas como meu marido perdeu o emprego, ficamos sem ter para onde ir. Meu filho carece de cuidados especiais, e preciso ficar com ele.”

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