Ícone do site Tribuna de Minas

Tia-avó mata criança de 3 anos asfixiada durante o banho

863571872

863571872

Cerca de 60 pessoas acompanharam o sepultamento
PUBLICIDADE

Cerca de 60 pessoas acompanharam o sepultamento

PUBLICIDADE

Uma mulher de 28 anos foi presa em flagrante por suspeita de matar por asfixia a própria sobrinha-neta, de 3 anos. Ela teria encharcado um pano com creme de cabelo e tampado a boca e o nariz de Rafaela Kelli Eugenia de Novaes durante o banho. O crime aconteceu quarta-feira, no Bairro Francisco Bernardino, Zona Norte, e chocou os moradores. A mãe da criança, 19, está no último mês de gravidez e, à tarde, deixou a filha sob os cuidados da tia-avó para ir ao médico. À noite, ela e o companheiro, padrasto da vítima, retornaram à casa para buscar a menina e encontraram a mesma sem sinais vitais enrolada em um lençol na cama. Familiares e vizinhos se mobilizaram para socorrer a vítima, mas, quando chegaram à Policlínica de Benfica, por volta das 20h, tiveram a confirmação da morte. Segundo a Polícia Militar, a médica que constatou o óbito observou, na criança, sinais de asfixia e de agressão física, como equimose (extravasamento de sangue) no nariz e no rosto, lesão na região cervical e arranhões.

A ação criminosa teria sido presenciada pelo filho da suspeita, 6. Após a descoberta da morte, ele mesmo teria comunicado aos parentes sobre o ocorrido durante o banho. A partir da informação, militares realizaram buscas pela mulher, mas ela não havia sido encontrada. No entanto, por volta das 23h30, policiais levavam o casal da policlínica para casa, na Rua Tomaz Gonzaga, quando flagraram a suspeita entrando no beco de acesso à sua residência, no mesmo conjunto onde moram os familiares. Ela teria resistido à prisão e precisou ser algemada, sendo levada para a 1ª Delegacia Regional. Ao prestar declarações à Polícia Civil, a mulher confessou o homicídio da criança e disse que "cometeu um erro quando foi dar banho na menina, momento em que pegou creme e, com um pano, tampou o nariz da vítima, que se debateu até não conseguir mais respirar".

Ela relatou ter saído do banheiro com a criança enrolada na toalha, secado a menina e a deitado na cama, colocando um cobertor por cima. Em seguida, teria pedido ao próprio pai, 79, que olhasse seus filhos, um de 6 anos e outro de 6 meses. O idoso teria perguntado pela outra criança, sua bisneta, mas a mulher informou que a mesma estava dormindo. Após o assassinato, conforme o depoimento, ela seguiu para uma casa noturna na Zona Nordeste para dançar, sendo surpreendida pela PM ao retornar para casa. A suspeita ainda declarou que tentava arrumar uma maneira de se vingar da mãe de Rafaela, sua sobrinha, porque ela "sempre atrapalhou seu relacionamento com seu companheiro". Ela foi autuada em flagrante por homicídio qualificado e encaminhada, na manhã de ontem, à Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires.

Abalada, a bisavó de Rafaela e mãe da suspeita, 58, contou que a filha passa por problemas há cerca de um ano. "Depois que uma irmã dela faleceu, ficou em depressão. Tem cinco filhos, mas todos moram com o pai." Ela disse ter acreditado que a criança dormia em sua casa. "Só achei estranho ela estar com cobertor nesse calor. Quando o padrasto veio com a mãe para buscá-la, umas 18h30, já saiu do quarto chorando, falando que estava morta. Aí meu neto contou que a mãe dele a tinha sufocado no banho, colocando um pano com creme sobre a boca e o nariz dela. E, segundo o médico, a morte foi por volta das 16h." A mãe de Rafaela ficou em estado de choque.

PUBLICIDADE

O corpo da criança passou por necropsia no IML. A assessoria da Polícia Civil informou, em nota, que a suspeita inicial é de que a criança tenha sido mesmo vítima de asfixia. O caso será investigado pelo delegado Saed Divan, e ele deverá ouvir familiares da menina e outros envolvidos, além de solicitar o laudo de necropsia. Rafaela foi sepultada na tarde de ontem no Cemitério Municipal. Comovidas, cerca de 60 pessoas, entre parentes e amigos, acompanharam o sepultamento, debaixo de chuva.

 

PUBLICIDADE

* colaborou Guilherme Arêas

Sair da versão mobile