
Primeiro dia foi tranquilo no trânsito e locais de prova de Juiz de Fora
O primeiro dia de provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) ocorreu com tranquilidade em Juiz de Fora. Mesmo com a chegada de centenas de alunos de municípios vizinhos para a realização do concurso na cidade, o trânsito não sofreu retenções na parte da manhã e os candidatos chegaram sem transtorno aos locais de prova. Diferente de outros anos, muitas pessoas optaram por chegar com antecedência e, assim, evitar problemas. O tráfego fluiu bem até o final do dia e a oferta de ônibus extras facilitou o deslocamento dos candidatos. A primeira etapa do provão teve nível razoável de dificuldade, segundo os participantes. Por volta das 16h30, uma hora antes do prazo para entrega dos cartões de resposta, muitos já deixavam as salas. Hoje os alunos enfrentam as questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias e fazem a tão temida redação. O horário limite para o término é 18h30.
Na UFJF, o maior local de provas na cidade, o movimento começou cedo. O estudante Raphael Gargiulo, 16 anos, chegou às 10h45 no local, mesmo sabendo que os portões abririam às 12h. “Fiquei preocupado com engarrafamento e queria identificar a sala com calma.” Para ele, a maior dificuldade era conter o nervosismo, já que o Enem é uma das principais portas para entrada para o ensino superior.
Apesar de minoria, alguns candidatos chegaram em cima da hora. Um casal de estudantes teve que correr para se deslocar da Faculdade de Direito até o Instituto de Ciências Exatas (ICE), aproveitando o prazo de dez minutos de tolerância para início das provas. Segundo eles, o atraso do ônibus prejudicou a chegada na UFJF. Já Raphael Dias, 24 anos, esqueceu o documento com foto e ficou impossibilitado de fazer o exame. “Cheguei 20 minutos antes de começar, não deu para voltar em casa. Achei que o RG estava na carteira.”
A saída dos estudantes também foi tranquila. O trânsito dentro e no entorno da universidade, apesar de mais intenso, fluía bem. O reforço na oferta de transporte coletivo também foi marcante, os ônibus chegavam aos pontos com poucos minutos de intervalo. Do lado de fora das salas de prova, muitos pais esperavam ansiosos pelo filhos. “Eles entram nervosos e saem desorientados, são muitas questões e muita responsabilidade”, desabafa Graça de Castro Oliveira enquanto espera a filha de 17 anos.
Aos poucos o movimento de candidatos tomou novamente o campus. O término era previsto para 17h30, mas muitos já deixavam as salas por voltas das 16h30. “A prova não foi difícil, tinha pouca coisa que eu não sabia”, conta Nathália Vollerthur, 17 anos. Segundo ela, muitas questões abordavam a Ditadura Militar, tema que passou a ser sua aposta para a redação de hoje.
Além do conhecimento das apostilas, a experiência de vida também foi usada para resolver as questões do dia. Aos 57 anos, José Getúlio Bernardinelli era um misto de ansiedade e felicidade ao deixar a sala de provas. “Sempre vale a pena aprender mais, quero fazer Ciências Contábeis. Mesmo depois de tanto tempo afastado da escola, acho que me saí bem, consegui resolver a maioria. A gente aprende com a vida e esse conhecimento conta muito.”

