O Hospital 9 de Julho, em Juiz de Fora, alerta para tentativas de golpe contra familiares de pacientes internados na instituição. Pessoas estão se passando por médicos responsáveis pelos atendimentos e entrando em contato por telefone para solicitar transferências financeiras, sob a justificativa de que o estado de saúde do paciente teria piorado. A unidade de saúde, no entanto, reforça que não tem qualquer relação com as abordagens.
Segundo o gerente administrativo do hospital, Fábio Campos, a instituição recebeu um primeiro relato sobre esse tipo de abordagem há cerca de sete dias. Nesta sexta-feira (9), duas pacientes procuraram o hospital após receberem ligações suspeitas, o que levou à intensificação das medidas de prevenção e à divulgação de alertas nos canais oficiais.
De acordo com Fábio, os golpistas utilizam a preocupação dos familiares com a saúde dos pacientes para dar credibilidade à abordagem. Em alguns casos, as informações apresentadas durante as ligações são genéricas, mas podem ser suficientes para convencer pessoas emocionalmente abaladas com a internação de alguém próximo.
O gestor reforça que o hospital não solicita dinheiro, doações ou transferências bancárias por telefone. Até o momento, a instituição não tem informação de que alguém tenha efetuado pagamentos em decorrência das abordagens relatadas.
Hospital reforça protocolos de segurança
Após os novos relatos, o Hospital 9 de Julho intensificou os protocolos internos e publicou comunicados de alerta em seus canais oficiais, incluindo o site da instituição. As equipes também foram orientadas a redobrar os cuidados com o compartilhamento de informações sobre os pacientes.
Segundo Fábio, o hospital restringiu o fornecimento de informações por telefone. A comunicação sobre os casos deverá ocorrer nos momentos considerados oportunos pela equipe, especialmente durante o horário de visita. A medida busca reduzir os riscos de novas tentativas de fraude.
A orientação é que familiares desconfiem de pedidos de transferência bancária associados a supostas intercorrências médicas. Em caso de dúvida, a recomendação é não realizar pagamentos e buscar esclarecimentos diretamente com a instituição pelos canais oficiais.
Origem das informações é desconhecida
O hospital não sabe como os responsáveis pelas tentativas de golpe obtiveram as informações utilizadas nas abordagens. Conforme Fábio Campos, não é possível afirmar que houve vazamento de dados da instituição, uma vez que informações relacionadas ao atendimento de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) podem circular por diferentes sistemas e bases de dados.
O gerente administrativo também levantou a possibilidade de os criminosos utilizarem bases de informações obtidas por outros meios, mas ressaltou que não há confirmação sobre a origem dos dados utilizados nas ligações.
Até o momento, o hospital não registrou boletim de ocorrência. A instituição, porém, orienta as pessoas abordadas a formalizarem a denúncia, inclusive pela internet, para que as autoridades possam apurar os fatos.
*Estagiária sob a orientação do editor Arthur Raposo Gomes.

