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Farmácia Central de JF promove ação de prevenção ao suicídio

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Com o intuito de promover uma ação de educação em saúde, com foco na prevenção ao suicídio, com base nas prerrogativas da campanha Setembro Amarelo, a equipe da Farmácia Central de Juiz de Fora fará um evento nesta sexta-feira (10), ao meio dia, na Rua Espírito Santo 1.064, no Centro. Os pacientes serão abordados individualmente no local, onde receberão uma cartilha com informações sobre a campanha e, também, sobre os serviços oferecidos por instituições que atuam no Município e como acessá-las, além da fita amarela, que é o símbolo do mês de prevenção, e de uma lembrancinha confeccionada pelos profissionais.

O público-alvo, de acordo com o farmacêutico Thiago Soares Pires, são os pacientes que fazem tratamento na área de Saúde Mental, visto que a Farmácia Central também é um equipamento de referência nesse campo em Juiz de Fora. “Muitas pessoas que sofrem com transtornos mentais, depressão, ansiedade, bipolaridade são nossos pacientes também. Queremos mostrar como pedir ajuda. Está tudo bem não estar tudo bem, mas é preciso informar o que fazer para sair desse estado. Qual o primeiro passo? Aqui oferecemos a farmacoterapia, mas podemos orientar além disso”, explica sobre o objetivo da intervenção.

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Thiago conta que foi feito contato com uma lista de parceiros que oferecem serviço de atendimento em psicologia e psiquiatria e todos os contatos atualizados foram disponibilizados na cartilha. “Com a pandemia, esse serviço passou por uma alteração, foi interrompido em algumas instituições, como ocorreu outros segmentos. Temos alguns atendimentos no on-line, que se tornaram uma realidade também.” Isso inclui as vagas para atendimento em Universidades que têm o curso de Psicologia, o Centro de Valorização da Vida (CVV-188), os Centros de Atendimento Psicossociais (CAPS), entre outros.

Público-alvo são os pacientes que fazem tratamento na área de saúde mental, já que a Farmácia Central é um equipamento de referência nesse caso (Foto: Fernando Priamo)

“Queremos mostrar para as pessoas que precisamos falar. Temos o costume de censurar, interromper os relatos. Alguns falam apenas que vai passar, e chegamos até a escutar pessoas dizerem que é falta de trabalho, de louça para lavar, e isso não é verdade. Precisamos saber orientar de forma adequada, com escuta especializada, multiprofissional. Acredito, como farmacêutico, que não é só o medicamento que vai resolver, muitos problemas estão envolvidos nesse processo de escuta. Muitas respostas estão na própria pessoa e não na caixinha do remédio.”

Ele ainda acrescenta que há um agravamento dessas doenças, em função da pandemia. O farmacêutico destaca que há muitas famílias que se encontram em condições de alta vulnerabilidade social, cujos parentes têm envolvimento com uso de substâncias ilícitas, fora os problemas agravados pelas desigualdades. Por isso, para ele, é fundamental indicar os caminhos para o tratamento adequado.

A iniciativa tem como base o respeito às regras e aos protocolos de prevenção da Covid-19 e ainda vai contar com o “mural do sentimento”, que é um espaço onde o cidadão pode se expressar de forma livre e sem julgamentos.

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