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PM apreende adolescente de 15 anos pela 13ª vez

fios de cobre
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Um adolescente de 15 anos foi apreendido por envolvimento com o tráfico de drogas pela 12ª vez pela Polícia Militar nesta terça-feira (8). Ele foi detido depois de tentar fugir de uma abordagem policial, no Bairro Jardim Natal, Zona Norte de Juiz de Fora. Além das apreensões em razão do tráfico, todas ocorridas entre este ano e 2019, o jovem teve mais uma apreensão pelo envolvimento com o crime de receptação, somando 13 no total.

Desta última vez, ele foi apreendido por militares que atuam de motocicletas do Grupo Especializado de Radiopatrulhamento e que faziam ronda pelo bairro. Conforme a PM, o jovem estaria vendendo drogas no momento em que foi abordado pelos policiais e tentou fugir, sendo contido em seguida. Com ele foram apreendidas 71 pedras de crack, 13 tabletes de maconha e 19 buchas da mesma substância, sete pinos de cocaína e R$ 611. Segundo a corporação, ele foi apreendido seis vezes no ano passado e outras sete este ano. O rapaz foi levado para a delegacia a fim de prestar esclarecimentos.

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A Tribuna teve acesso a três destas ocorrências em que o adolescente aparece como infrator, registradas em 2020, depois de abordagens policiais da Rua Doutor Augusto Eckmann, no Jardim Natal. A mais recente, antes da apreensão desta terça, aconteceu em 6 de julho. Nela há o relato de que o jovem, ao se deparar com os policiais, teria jogado algo em um matagal e tentado fugir, mas foi detido. Com ele, foram encontrados duas pedras de crack e R$ 360. Ao realizar buscas no matagal onde o rapaz teria dispensado algo, a PM localizou 32 buchas de maconha.

O segundo boletim, datado de 16 de junho, consta que ele foi apreendido depois que policiais receberam informações sobre a venda de drogas e que esse material ficaria escondido em um bambuzal. No local da denúncia, o adolescente foi encontrado e, no ponto indicado como esconderijo, foi descoberta uma sacola plástica com 31 pinos de cocaína, 46 buchas de maconha e R$ 269.

Quadrilha

Ao ser questionado pelos policiais, o infrator teria dito que estava vendendo a droga naquele local, sendo a bucha de maconha menor pelo valor de R$ 5 e R$ 15 a maior. Os pinos de cocaína, segundo ele, eram vendidos por R$ 20.

Já a última ocorrência a qual o jornal teve acesso é do dia 17 de abril. Nela, segundo a PM, foi desarticulada uma quadrilha, que tinha o adolescente como integrante. O grupo fazia tráfico de drogas também na Rua Doutor Augusto Eckmann. De acordo com o documento policial, depois do monitoramento da movimentação criminosa naquela via, foi desencadeada uma operação que resultou na apreensão do adolescente e mais outros três, também com idades entre 15 e 17 anos, na prisão de uma mulher, 33, e de quatro homens, 19, 23, 28 e 30 anos.

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Conforme aponta o boletim de ocorrência, o grupo contava com olheiros que serviam para alertar a quadrilha a respeito da chegada da polícia. Durante a ação policial, foram apreendidos maconha, crack, cocaína, dinheiro e celular.

O documento aponta que o adolescente detido 12 vezes por envolvimento com o tráfico de drogas seria o gerente de vendas na “boca de fumo” e responsável pela movimentação financeira da quadrilha. Tanto que, em determinado momento do monitoramento, ele foi observado entregando uma embalagem, provavelmente com dinheiro, a mulher que passou pela rua em uma motocicleta, cuja placa do veículo não foi identificada.

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Durante a operação policial, ele teria tentado fugir, pulando em um córrego, mas acabou sendo detido. Na bermuda dele, foram encontradas oito buchas de maconha, duas de cocaína e um pino da mesma substância.

A Tribuna questionou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) se o adolescente já tinha passado por acautelamento e sobre o que teria acontecido para ele ainda estar nas ruas cometendo infrações. A pasta respondeu que não há passagem desse jovem no sistema socioeducativo de Minas Gerais. As mesmas perguntas foram feitas pelo jornal ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que respondeu que, como se trata de caso envolvendo adolescente, não era permito informações muito detalhadas, “já que os processos envolvendo crianças e adolescentes são protegidos, por determinação legal, por sigilo.”

Medida socioeducativa em meio aberto

O TJMG também informou que o adolescente em questão possui vários processos pela prática de atos infracionais e, atualmente, cumpre medida socioeducativa em meio aberto e não havia passado por acautelamento, até a data desta quarta (9). A respeito dessa última apreensão do rapaz, ocorrida nesta terça (8), o TJMG adiantou que não havia recebido comunicado da apreensão do adolescente. Portanto, até o início da noite desta quarta, ele não havia sido acautelado.

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