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Fiemg Regional compartilha aprendizados após evento em Boston e debate desafios para a economia

Entrevista Mariangela Fiemg Radio Antena 1 Divulgacao
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Em entrevista à Rádio Antena 1 nesta terça-feira (9), a presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Mariângela Marcon, compartilhou os desafios da retomada econômica após as chuvas de fevereiro e os aprendizados que trouxe da missão empresarial da qual fez parte, em Boston, EUA. O programa da IEL Educação Executiva Global, promovido pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), teve como foco fortalecer a competitividade empresarial por meio da inovação, liderança estratégica, transformação digital e inteligência artificial, e reuniu diversos empresários, executivos e lideranças do país.

Mariângela Marcon, em entrevista ao programa Tribuna no Ar, da Rádio Antena 1 (Foto: Rádio Antena 1/ Divulgação)

Após a imersão, ela conta que retornou para o Brasil com um “sentido de urgência aguçado” no que diz respeito à necessidade de buscar atualização para as inovações industriais que já existem no mundo, mas que ainda não chegaram na região. Ela explica que notou principalmente a necessidade de investir em  mais automação e um melhor aproveitamento dos recursos no setor de logística, assim como a remodelagem no maquinário. “Temos tudo para ser uma cidade referência e fazer desse momento do desastre um renascer”, afirma, sobre Juiz de Fora. 

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Diante do cenário de crise, ela também conta que percebe que as empresas e indústrias estão se conscientizando e buscando adaptações em um cenário de riscos climáticos e geológicos. “Há indústrias que estão em locais de risco e estão procurando lugar para se mudar, porque é a terra, é algo que não depende da gente”, afirma. Para ela, no entanto, isso ainda vai demandar um processo mais lento de planejamento e aprendizado em gestão de risco. 

No momento, avalia que as cidades da região que foram menos atingidas, como Matias Barbosa e Cataguases, já retomaram suas atividades econômicas normalmente. Já em Juiz de Fora, entende que o prejuízo para os empresários foi menos significativo que em Ubá, e que a maioria dos negócios já conseguiu se recuperar. Mas a realidade segue diferente para a vizinha do polo moveleiro. “Ubá ainda se ressente muito da tragédia. Está havendo um trabalho intensivo do Intersind (Sindicato de Móveis de Ubá) e principalmente da Aciubá (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Ubá), no sentido de prestar solidariedade e buscar incentivo financeiro para reinvestimento”, conta sobre o trabalho da Fiemg. 

A atuação do órgão, nos dias seguintes da tragédia, foi de fazer um levantamento de quais empresas foram atingidas e precisavam de socorro. Essa lista foi repassada para a Fiemg estadual e o Senai também prestou apoio. “Isso possibilitou o retorno das empresas à atividade normal e ajudou a não ter um déficit de presença de funcionários tão significativo”, avalia.

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