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Donos de caçamba fazem paralisação pedindo novo bota-fora

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Motoristas protestaram com seus caminhões no estacionamento do Estádio Municipal desde a manhã
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Motoristas protestaram com seus caminhões no estacionamento do Estádio Municipal desde a manhã

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Vinte e duas empresas que fazem o serviço de coleta de resíduos de construção civil na cidade paralisaram as atividades nesta quarta-feira (9). Como parte da ação, cerca de 36 caminhões-caçamba ficaram estacionados no pátio do Estádio Municipal desde o início da manhã. O grupo cobrava da Prefeitura um novo bota-fora, já que desde sexta-feira passada o que estava sendo utilizado na Barreira do Triunfo, na Zona Norte, fechou. Segundo o presidente da Associação de Coletores de Resíduos, José Maria Antônio Vieira, a utilização do terreno era resultado de um convênio firmado entre o município, as 23 empresas e o proprietário do espaço. "Fomos avisados 30 dias antes pelo dono sobre o fechamento, mas não ficou definido um novo local. E agora não temos onde jogar os entulhos", disse José Maria.

A ausência de um ponto para eliminação dos resíduos já causa reflexos na construção civil. "O entulho ocupa espaço nas obras e fica difícil administrar o trabalho. Além disso, pode atrair insetos e outros animais. Esperamos que isso se resolva o quanto antes", afirmou o presidente do Sindicato da Construção Civil, Leomar Delgado.

Segundo informações da assessoria de comunicação da Agenda JF, a licença concedida para o uso do espaço na Barreira do Triunfo terminou. Ainda de acordo com a assessoria da pasta, há um local licenciado para o descarte desses resíduos, que é o aterro sanitário em Dias Tavares, na Zona Norte, segundo determinado pela Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) da Zona da Mata. Entretanto, os profissionais do setor de aluguel de caçambas alegam que o local é distante, cerca de 20 quilômetros a mais do que o depósito atual, o que encareceria o serviço. "Hoje cobramos em torno de R$ 120 o aluguel por cinco dias. Se formos para Dias Tavares fazer o descarte, vamos ter que repassar os custos e subir o preço para até R$250. Vamos estourar o mercado de construção civil porque terão que repassar os gastos para a obra e para o valor do imóvel", alertou o vice-presidente da Associação de Coletores de Resíduos, Elenilson Barreto.

O grupo garantiu que a paralisação continuaria por tempo indeterminado até que houvesse uma solução para o problema por parte da Prefeitura.

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