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Cabo alega passar por tratamento psiquiátrico

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O cabo da 32ª Companhia da Polícia Militar, de 47 anos, suspeito de ter atirado com uma pistola 380 contra a cabeça de uma mulher, apresentou-se ontem à Polícia Civil. Em seu depoimento, acompanhado da advogada de defesa, ele alegou que, desde 1995, faz tratamento psiquiátrico e que, por isso, vinha pedindo, constantemente, licença da corporação. Daí estar afastado das atividades policiais no dia em que a vítima foi baleada, já que estaria sem trabalhar desde janeiro de 2010. Ele ainda contou ao delegado Rodrigo Rolli, responsável pelo inquérito, que os disparos teriam ocorrido na frente de um bar na Avenida Darcy Vargas, no Bairro Ipiranga, Zona Sul, durante um desentendimento. Um veículo estacionado em cima da calçada, na frente do prédio onde mora seu filho e sua ex-esposa, seria o motivo do conflito. O policial teria reclamado do posicionamento do carro, quando um condutor de uma motocicleta teria esbarrado no seu Corsa.

Com a situação, o PM e o motociclista teriam entrado em atrito verbal e, posteriormente, em agressões mútuas. Como relatou o suspeito, alguns frequentadores do bar ficaram exaltados. Por conta disso, ele teria entrado no automóvel, mas as pessoas passaram a se aglomerar em volta. Ele teria se apossado da arma de fogo que estava no assoalho da parte de trás do veículo com a mão esquerda, mesmo sendo destro, a fim de disparar para o alto. Neste momento, diversas pessoas teriam tentado retirar a pistola da mão dele, ocasionando os disparos. Após os tiros, o policial teria ouvido uma voz dizer: "Você atirou na minha mãe." Diante disso, ele ligou o carro e fugiu.

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Quanto à arma, o suspeito contou que acreditava que ela teria caído dentro do veículo, mas, após procurá-la, não a teria encontrado. Conforme o delegado, a pistola teria sido adquirida pelo suspeito, há cerca de dois anos, por R$ 1.500, no município de Marataízes (ES). A justificativa para o uso da pistola é de que ele estaria sendo ameaçado. Rodrigo Rolli ainda afirmou que já colheu o depoimento de oito testemunhas e todas relataram versão diferente da apresentada pelo policial. "As testemunhas alegaram que ele colocou o braço para fora do carro e começou a disparar." O cabo vai responder em liberdade por tentativa de homicídio e deve informar à Polícia Civil qualquer mudança de endereço. Até ontem à noite, a mulher baleada continuava internada, no HPS, sedada, respirando com a ajuda de aparelhos, mas estável.

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