
Motoristas e autoridades propuseram soluções
Pela segunda vez nesta semana, taxistas se reuniram com representantes da Prefeitura e da Polícia Militar para debater as formas de aumentar a segurança da categoria. Durante o encontro, o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) anunciou que irá se reunir com o secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, em Belo Horizonte, na próxima segunda-feira, para debater a violência em Juiz de Fora. O chefe do Executivo pretende levar ao secretário as reivindicações dos taxistas e cobrar novos investimentos, como o aumento do efetivo policial na cidade. Já o chefe da Seção de Planejamento e Operações da 4ª Região da Polícia Militar (RPM), major Robson Garrido, garantiu que, de imediato, a atuação da polícia será reforçada em pontos considerados mais perigosos e haverá intensificação da operação "Para, Pedro", que prevê a parada de táxis e abordagem de passageiros. "Também faremos palestras sobre autoproteção e orientação aos taxistas", completa.
Outra decisão, anunciada pelo subsecretário de Mobilidade Urbana, Mauro Branco, foi a padronização da comunicação entre as redes de rádio táxis com a Polícia Militar. "Vamos nos reunir com as empresas de rádio táxis, que trabalham com 80% da frota na cidade, para avaliar a unificação do serviço com o trabalho da polícia. Sendo assim, quando um taxista estiver em situação de perigo, ele irá acionar um código para a central, que poderá acionar uma viatura ao local."
Uma comissão, formada por um representante do Sindicato dos Taxistas Auxiliares, um do Sindicato dos Permissionários, outro da Associação de Taxistas, além de dois taxistas sem filiação, um representante da rádio táxi, um da Settra e outro da PM, dará continuidade aos trabalhos. Para o presidente da Associação de Taxistas, Luiz Gonzaga Nunes, a reunião foi produtiva. "As opiniões propostas serão avaliadas e vamos discutir, em futuras reuniões, quais medidas poderão ser aplicadas." Entre as propostas apresentadas, está a instalação de câmeras nos táxis, identificação prévia do passageiro obrigatória e implantação de carros blindados com cabine de isolamento.
O primeiro encontro entre as classes, ocorrido na terça-feira, foi agendado pelo prefeito após protesto realizado pelos taxistas na porta de sua casa. O motivo foi o assassinato do taxista Marcelo Luna Alvarenga, 33, ocorrido na noite da última segunda-feira, no Bairro Santa Rita, Zona Leste. A Delegacia de Homicídios continua as investigações sobre o caso e realiza levantamentos para chegar ao suspeito do crime.

