
Anúncio foi feito pela corporação à tarde
Em reunião realizada na tarde de ontem na 3ª Companhia de Missões Especiais (3ª CME), a Polícia Militar anunciou a intensificação das blitze de fiscalização da Lei Seca em Juiz de Fora. "O momento exige uma ação mais incisiva. Se não cuidarmos da prevenção agora, podemos perder o controle sobre a incidência da combinação de álcool e direção na cidade", opinou o comandante da 3ª CME, major Paulo Henrique da Silva. A sessão contou com a presença de representantes da Settra, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de organizações não-governamentais (ONGs) e da sociedade civil.
No final de semana passado, duas operações foram realizadas na região central: uma na sexta-feira, na Avenida Itamar Franco (antiga Independência), na altura de um conjunto de bares e lanchonetes, e outra na madrugada de sábado para domingo, na Rua Morais e Castro. Nesses dias, 310 veículos foram abordados, e apenas quatro dos 47 motoristas que se submeteram ao teste do bafômetro estavam embriagados. Na verificação de outras irregularidades, 91 multas foram aplicadas, 15 veículos foram apreendidos e 15 pessoas estavam sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Segundo o comandante do Pelotão de Policiamento e Trânsito (PPtran) da Polícia Militar, tenente Jean Michel Amaral, o atual objetivo é difundir as ações fiscalizadoras, que vêm sendo realizadas na cidade desde janeiro. "A intenção não é flagrar condutores que estejam embriagados, que podem até já ter causado acidentes antes da blitz. Queremos que as pessoas saibam das ações e deixem de dirigir quando consumirem bebida alcoólica." O subcomandante da 3ª CME, Capitão Mário César Polidoro, citou o trabalho no Rio de Janeiro como exemplo bem-sucedido da aplicação da Lei Seca. "Não houve aumento do efetivo, apenas três equipes fiscalizam uma frota de quase três milhões de veículos. É isso que queremos fazer aqui, buscando parcerias com órgãos relacionados com a educação no trânsito e diversas entidades públicas e privadas."
Parceiros
Uma das parcerias já firmadas é com a Settra, que vem participando de todas as blitze. Nelas, os agentes de trânsito têm autonomia para autuar e aplicar penalidades aos motoristas que infringirem a Lei Seca. "Grande parte dos acidentes está relacionada ao consumo de álcool. Vamos continuar contribuindo durante as blitze e em ações educativas", diz o chefe de fiscalização da pasta, Jorge Lima. "A atitude das pessoas só vai mudar por meio da conscientização sobre os perigos da soma de álcool e direção, e é este nosso foco de trabalho", opina a presidente da ONG Somar Brasil, Thaís Altomar.

