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Edifício e casas vizinhas continuam interditados para moradores no Cruzeiro do Sul

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predio cruzeiro do sul by fernando
conforme a subsecretaria, é preciso aguardar a secagem completa do concreto, para que novas avaliações apontem sobre a possibilidade de liberação para os moradores (Foto: Fernando Priamo)
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A Defesa Civil informou, nesta terça-feira (8), que, apesar da conclusão do serviço de reforço, por meio de concretagem, do pilar do edifício localizado no Bairro Cruzeiro do Sul, Zona Sul, o empreendimento continua interditado para os moradores, assim como para os residentes das casas localizadas nas ruas Água Limpa e Sarandira, no Bairro Santa Luzia. Segundo o órgão, o prédio teria sofrido uma fratura estrutural, em 30 de agosto, permanecendo interditado e, no último domingo (6), teve finalizadas as obras de recuperação.

Ainda conforme a subsecretaria, é preciso aguardar a secagem completa do concreto, para que novas avaliações apontem sobre a possibilidade de liberação para os moradores. Não foi informado o tempo de espera para esse processo de secagem.

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Como explicou o órgão municipal, a técnica de concretagem, conhecida como encamisamento, foi retomada na última sexta-feira (4), após a equipe de topografia contratada liberar o reinício dos serviços, suspensos na quarta (2), quando um novo estalo foi ouvido oriundo da edificação.

Na manhã desta terça, nova medição topográfica foi realizada, apontando que não teria havido nenhuma variação no que refere à movimentação na estrutura. A Defesa Civil pontua que as medições estão sendo realizadas, diariamente, como medida de segurança.

A Guarda Municipal permanece com uma equipe no local, com o objetivo de impedir a movimentação de pessoas e veículos não autorizados, além de proteger a área de segurança. Se houver necessidade, a Defesa Civil pode ser acionada em caso de novas ocorrências pelo número 199, das 7h às 19h. A Guarda Municipal pode ser procurada durante a noite e madrugada pelo número 153. Ainda de acordo com a Defesa Civil, o edifício tem mais de 30 anos de construção e está com a situação regularizada.

Sinais de possível abalo levaram à interdição

No domingo, dia 30 de agosto, moradores do prédio, localizado na Avenida Rio Branco, perceberam o que seriam sinais de abalo na estrutura do edifício e fizeram alerta ao Corpo de Bombeiros e à Defesa Civil. Depois de vistorias, foram verificados possíveis danos na estrutura de sustentação do imóvel, que tem seis andares e 20 apartamentos. Desse total, 14 estavam ocupados e todos os moradores tiveram que deixar seus apartamentos.

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Após novo estalo na estrutura do edifício interditado, na última quarta, as imediações do edifício voltaram a ser, preventivamente, evacuadas. Os trabalhadores chegaram a deixar o canteiro de obras.

Segundo uma moradora ouvida pela reportagem da Tribuna na ocasião da interdição, o edifício vinha sendo motivo de preocupação por conta de um possível vazamento observado nos fundos. Na semana anterior, de acordo com ela, chegou a ocorrer um escoamento de água na rua (Sarandira) aos fundos do prédio, que teria sido solucionado pela Cesama.

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A Cesama foi procurada pela reportagem, e informou, por meio de nota, que efetuou um reparo de vazamento de água na Rua Sarandira no dia 23 de agosto, ressaltando que o serviço foi realizado em um ponto distante da ocorrência. Ainda de acordo com a nota, salientou que não foi observada ocorrência de vazamento oriunda do imóvel interditado.

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