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MPF denuncia servidor do Ibama

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Um servidor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), com sede em Juiz de Fora, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) de Minas por suspeita de inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública. Além dele, outros quatro homens foram denunciados por crime contra a fauna, falsidade ideológica e formação de quadrilha. De acordo com a assessoria de imprensa do MPF, os atos praticados pelos denunciados tinham por objetivo o comércio irregular de pássaros da fauna silvestre brasileira. Conforme apontado pela assessoria, todos os delitos tiveram origem na conduta do servidor do Ibama, que tinha acesso livre ao Sistema de Cadastro de Criadores Amadoristas de Passeriforme (Sispass), no qual são armazenados as informações relacionadas às atividades dos criadores.

O caso foi descoberto depois que um técnico do Ibama, em Pouso Alegre (MG), percebeu movimentações irregulares no Sispass. A senha que seria do servidor do Ibama de Juiz de Fora estava sendo utilizada, mesmo quando ele se encontrava de férias. As investigações apontaram que as fraudes estariam sendo cometidas por um amigo do servidor, que está entre os três denunciados. A quadrilha ainda é suspeita de utilizar o cadastro de outras pessoas para disfarçar a real origem dos proprietários de anilhas, uma espécie de anel que contém a numeração que identifica o pássaro e seu criador, em transações comerciais. Cada anilha seria comercializada por R$ 200, enquanto o preço médio cobrado pelo Ibama, que tem o monopólio da fabricação dos anéis, custa R$ 3. Se condenados, os integrantes da quadrilha estarão sujeitos a penas que, no total, podem alcançar até nove anos de prisão. Já o servidor do Ibama e seu amigo podem pegar de dois a 12 anos de reclusão.

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